• Guilhoché…

    ...sinto-me como um ornato composto de traços ondeados que se cruzam e entrelaçam com simetria; tentando me redescobrir e me reinventar sem perder a essência. Com essa probidade, quero, aqui, manter em mim esse vento de espírito jovem, essa curiosidade infantil em relação ás coisas, essa espécie de encantamento em relação ao ser humano. Quero crer que somos muito maiores e mais interessantes que as barreiras que o mundo impõe e que os limites que a vida oferece. Acredito na transformação dos sentimentos e no melhor de cada um. Quero que minha inspiração esteja sempre afiada; colocando em harmonia instinto, alma, criatividade, percepção e uma dose de crítica, que pra mim funciona como uma espécie de veneno destilado. De certa forma, viver, também é seguir essa premissa. O veneno que me refiro é aquele acompanhado de uma grande quantidade de conhecimento, que servirá para discernirmos opiniões. Enfim, se você quer se redescobrir e compartilhar instantes, detalhes e informações; venha fazer parte do meu mundo!
  • Categorias

  • Twitter Valéria

    • Mamãe coruja...to babando!! 3 years ago
    • Gente Boa; só passei pra contar que o bebê é MENINO!! hEHEHE!! Agora, faltam 3 meses e meio...hahaha 3 years ago
    • Estaremos no Politicom com o tema "Marketing político e redes sociais"...hehehe!! 4 years ago
    • "O carvalho não cresce à sombra do cipreste, e o cipreste não consegue crescer à sombra do carvalho"... 4 years ago
    • "O tempo não cura o que não foi resolvido… 4 years ago
  • Facebook Valéria

MUSEU DO IPIRANGA

m1

Na sexta-feira (10) o Nê e eu fomos fazer uma viagem a nossa infância. É até uma vergonha, mas a última vez que fomos ao Museu Paulista da Universidade de São Paulo, mais conhecido como Museu do Ipiranga, éramos crianças. Bem que isso não mudou muito…só ganhamos idade e tamanho; eu, praticamente, nem altura ganhei….rsrs.

Para aqueles que, também, fazem anos que não vão ao museu continua exuberante e foi ampliado. Agora, dá pra visitar o subsolo. O ruim de ir lá em baixo é que as portas fazem um rugido estranho e no corredor estreito há diversas esculturas só de rostos de presidentes; governadores; entre outros que parecem que ficam te olhando…mas nada que não dê pra superar o medo..rsrs. Já quem não o conhece, ou, está vindo a São Paulo a passeio vale a pena incluir na lista de lugares a visitar.

O estilo renascentista do edifício faz parte do conjunto arquitetônico do Parque da Independência. É o mais importante e o mais visitados da capital paulista. É responsável por um grandioso acervo de mais de 125 mil artigos, entre objetos (esculturas, quadros, jóias, moedas, medalhas, móveis, documentos e utensílios de bandeirantes e índios), iconografia e documentação arquivística, do século XVI até meados do século XX, que servem para a compreensão da sociedade brasileira, com especial concentração na história de São Paulo. Ah! o acervo do museu se encontra tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN.

monumento da independencia

Uma das obras mais conhecidas de seu acervo é o quadro de 1888 do artista Pedro Américo, “Independência ou Morte”.

salão nobre e quadro da independencia

Um dos principais objetivos do museu é mostrar aos visitantes o protagonismo do povo paulista na História do Brasil. Cá pra nós, isso é o que se divulga. Pelo amor de Deus, não estou desmerecendo a arte e a cultura histórica encontrada lá, entretanto lí em um artigo de Cecília Helena de Salles Oliveira, no site Cadernos CEDES, algo mais interessante e justificável pras imponentes riquezas encontradas no museu. Tudo tem “dois lados”, e isso que é o legal de se adquirir conhecimento.

Por essa virtude, achei importante blogar à visão de Cecília, porque sempre temos que ir além do que os olhos estão registrando. “Em linhas gerais, o conjunto figurativo planejado com esmero, ocupa o saguão de entrada, a escadaria de mármore; os espaços que a cercam e o Salão Nobre, fazendo do eixo central do edifício um “caminho”, demarcado por episódios e personagens que representam o percurso da história de São Paulo e do Brasil; e que se inicia com a colonização encontrando seu desfecho na independência. Sob feições teatralizadas e formais, pinturas, retratos, esculturas de mármore e bronze, bem como as ânforas de cristal contendo as águas dos principais rios brasileiros, compõem o cenário de um espetáculo visual, esteticamente impressionante, e que procura mobilizar sensibilidades para a “realidade objetiva” e aparentemente inquestionável do passado ali apresentado. Da decoração fazem parte as figuras dos primeiros colonizadores das terras paulistas, os bandeirantes – dispostos na condição de protagonistas decisivos da definição do território e das fronteiras – e os políticos que teriam coadjuvado D. Pedro I na concretização da obra nacional. Mas o ponto culminante é, sem dúvida, o Salão Nobre onde estão reunidas a tela de Pedro Américo, os retratos de Da. Leopoldina, Maria Quitéria, José Bonifácio, Joaquim Gonçalves Ledo, José Clemente Pereira e padre Feijó. Ali foram arranjadas mais duas telas: uma, representando o episódio de expulsão das tropas portuguesas do Rio de Janeiro e outra, celebrativa da atuação dos deputados brasileiros nas cortes em Lisboa. A questão é que “monumentos” e “valores de época” são emblemas de uma celebração. Não foram escolhidos e ali colocados para suscitar questionamentos a respeito do processo histórico da independência, mas para autenticar a memória da independência inscrita nas figuras e imagens que formam a decoração interna do prédio. Isso quer dizer que, no caso específico dessa temática, a visitação ao Museu Paulista significa, sobretudo, presenciar um “lugar de memória” no qual se entra em contato com uma representação singular do passado, fundada na sobreposição de duas temporalidades distintas: a da época em que o palácio-monumento foi construído e a do momento em que a ornamentação interna foi elaborada. O que se vê não é a história, e sim suportes visuais e físicos de uma memória que em torno do 7 de setembro que foi criada e reelaborada”.

O objetivo deste trecho retirado do artigo de Cecília é discutir os vínculos entre o Museu Paulista da USP e o movimento de construção e atualização da memória da Independência, problematizando-se por meio dessas relações o papel pedagógico assumido pela instituição, particularmente na primeira metade do século XX. Pretende-se desse modo contribuir para a reflexão sobre a maneira pela qual um museu de história pode ser interpretado como “lugar de memória” e como espaço para a formulação e encaminhamento de problemas históricos.

Com esse relato de Cecília, fica a pergunta que ela mesma deixou no artigo: “neste sentido, por que não valorizar o museu como mais um espaço de reflexão no qual a convivência com objetos, com fontes históricas de natureza singular, aponte para outros referenciais de conhecimento”?

Não é só meu veneno destilado escorrendo pelo canto da boca e pingando no texto; mas pra tudo que existe temos que questionar e raciocinar. Claro, que “há mais mistérios entre o céu e a terra do que nossa vã filosofia”; mas deixando isso de lado; nunca acredite cegamente naquilo que te querem mostrar como algo indiscutível. Certo?! No fim desse post deixo o endereço do site pra você ler o artigo de Cecília na integra.

Voltando ao nosso passeio, o tempo estava estranho, tinha sol e ao mesmo tempo garoa; bem típico daqui, né?! Mas com certeza, a visita foi bem prazerosa. Principalmente, após anos como no nosso caso. Chegamos lá olhando tudo com o mesmo encantamento de quando tínhamos 7 anos. De tudo que há, parece bobeira, mas o que mais me encanta até hoje é o hall de entrada com aquela escada de mármore com tapete vermelho. Além da majestosa entrada; a magia pela qual a escada é representada no contexto histórico, também é muito bonita.

A escadaria representa o Rio Tietê, que foi o ponto de partida dos Bandeirantes rumo ao interior do país. E no corrimão estão colocados esferas com águas dos rios desbravados pelos paulistas entre os séculos XVI e XVIII, como por exemplo o Rio Paraná, Rio Paranapanema, Rio Uruguai e o Rio Amazonas. Nas paredes do ambiente estão estátuas dos heróis bandeirantes, como Borba Gato e Anhangüera com as regiões por onde eles passaram mais notoriamente, que se localizam nos atuais estados desde o Rio Grande do Sul até o Amazonas. Sendo precedida pelas duas estátuas maiores no salão principal dos dois principais bandeirantes, Antônio Raposo Tavares e Fernão Dias Paes. E ao centro representado D. Pedro I, como herói da Independência. Junto as estátuas existem pinturas representando a participação paulista em diversos momentos da história brasileira, como o ciclo da caça ao índio, o ciclo do ouro e a conquista do amazonas. Acima existem nomes de cidades e seus respectivos fundadores paulistas pelo Brasil, como Brás Cubas e Santos. E no teto pinturas de paulistas importantes na história do país, como o patriarca da independência José Bonifácio.

haw de entrada

O arquiteto e engenheiro italiano, Tommaso Gaudenzio Bezzi, foi contratado em 1884 para realizar o projeto de um monumento-edifício no local onde aconteceu o evento histórico da Independência do Brasil, embora já existisse esta idéia desde aquele episódio. O edifício tem 123 metros de comprimento e 16 metros de profundidade com uma profusão de elementos decorativos e ornamentais. O estilo arquitetônico, eclético, foi baseado no de um palácio renascentista, muito rico em ornamentos e decorações. A técnica empregada foi basicamente a da alvenaria de tijolos cerâmicos, uma novidade para a época (a cidade ainda estava acostumada a construir com taipa de pilão).

m4

m2

As obras encerraram-se em 15 de novembro de 1890, no primeiro aniversário da República. Cinco anos mais tarde, foi criado o Museu de Ciências Naturais, que se transformou no Museu Paulista. Em 1909, o paisagista belga Arsênio Puttemans executou os jardins ao redor do edifício. Este desenho de jardim foi substituído, provavelmente na década de 1920, pelo paisagismo do alemão Reinaldo Dierberger, desenho que se mantém, em sua maior parte, até os dias atuais.

m5
m3
m6

Terminamos nosso passei por volta das 16h e parecia que o céu se desmanchava em chuva.

Fachada Museu com chuva

Enquanto o meu herói saiu desbravando a chuva pra ir até o carro buscar o guarda-chuva, eu continuei lá dentro esperando (sabe como é molhar o cabelo, minha escova indo água a baixo?! nem queira ver…rsrs). Lá de fora, o Nê até tentou arrisca uma foto que me mostrasse do lado de dentro com a escada ao fundo. Mas pra desilusão de todos, meu marido só coseguiu me retratar…rs!!

m7

m8

Mortos de fome e chateados que nossos planos tinham ido, literalmente, por água baixo; já que após o museu íamos passear no Parque do Ibirapuera; mas a chuva não nos deu trégua. Depois você já viu São Paulo inundada?! Não queira ver e melhor não arriscar!! Ficamos alegres por pelo menos matar quem estava nos matando: a fome. Dentro do carro e um pouco mais animados seguimos rumo ao Mc Donald’s; afinal era alí ao lado.

Essa é a cara de "felicidade" do Nê quando ele tá com fome...rs!

m10

Serviço:
Museu Paulista da USP
Parque da Independência s/n – Ipiranga
Tel.: (55+11) 6165-8000

Exposições:
Terça a domingo, das 9h às 17h

Ingresso:
R$ 4,00 – Adulto
R$ 2,00 – Estudante (mediante apresentação de carteira escolar).

Entrada gratuita:
* No 1º e 3º domingo de cada mês
* Para menores de 6 anos e para maiores de 60 anos.

Dica de leitura:
Artigo, Cecília Helena de Salles Oliveira, site Cadernos CEDES

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-32622002000300005&script=sci_arttext&tlng=pt

Pesquisas:
http://www.mp.usp.br

http://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_do_Ipiranga

About these ads

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

%d blogueiros gostam disto: