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    ...sinto-me como um ornato composto de traços ondeados que se cruzam e entrelaçam com simetria; tentando me redescobrir e me reinventar sem perder a essência. Com essa probidade, quero, aqui, manter em mim esse vento de espírito jovem, essa curiosidade infantil em relação ás coisas, essa espécie de encantamento em relação ao ser humano. Quero crer que somos muito maiores e mais interessantes que as barreiras que o mundo impõe e que os limites que a vida oferece. Acredito na transformação dos sentimentos e no melhor de cada um. Quero que minha inspiração esteja sempre afiada; colocando em harmonia instinto, alma, criatividade, percepção e uma dose de crítica, que pra mim funciona como uma espécie de veneno destilado. De certa forma, viver, também é seguir essa premissa. O veneno que me refiro é aquele acompanhado de uma grande quantidade de conhecimento, que servirá para discernirmos opiniões. Enfim, se você quer se redescobrir e compartilhar instantes, detalhes e informações; venha fazer parte do meu mundo!
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REENCONTRO: GALERA DA FACULDADE – TURMAS DE 1999

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Lembro do primeiro dia que entramos na faculdade, pra mim, ainda, é uma recordação recente e clara. Um caminho longo a ser percorrido, mas cheio de sonhos; de ideais; dúvidas; incertezas e medo. Porém, naquele momento só tínhamos certeza de uma coisa: éramos bichos/bichetes e conseguimos dar o 1º passo para uma nova fase, mais difícil. Uma digna vida profissional a conquistar, árdua, mas certamente seria prazerosa. A gente sempre pensava no futuro, o que faríamos; o que seríamos; mas foi e sempre será uma incógnita…e naquele mês de fevereiro de 1999 o melhor que poderíamos fazer era torcemos pra que tudo desse certo. Mas só por estarmos na faculdade, já éramos vitoriosos.

As primeiras turmas de Jornalismo e RTV estavam ali prontas para as experiências partilhadas nos próximos quatro anos que viriam. Entretanto, tudo passou tão rápido. Às vezes me pego num momento saudosista desejando que o tempo volte…mas depois me pergunto pra que? Cada minuto valeu à pena. Ademais não há nada mais valioso que o conhecimento que obtivemos lá, no IMES, no prédio cor de rosa, na casa da Barbie, ou, no Pavilhão 9. Era tanto chamariz pra turma de comunicação; porém não nos importávamos. Tudo era muito bom!!

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Iniciamos com mais de 50 calouros, cada um com sua história, cada um com sua realidade, praticamente todos desconhecidos. Mal sabia eu que entre aqueles desconhecidos estariam pessoas que entrariam definitivamente em minha vida. Durante os quatro anos construí e solidifiquei verdadeiras amizades, amigos que compartilharam e protagonizaram momentos de alegria e sufoco; momentos intelectuais; cômicos e alcoolizados também, rsrs…

honey, berger, liginha e ligiane

A copiosa amizade, o vinculo de cumplicidade e até as briguinhas bobas que sempre existiram nas turmas foram ótimos temperos para nos transformarmos em “adultos”. Por isso e por muitos outros motivos tive muito prazer em revê-los após seis anos e meio. Tenho prazer em dizer que acertei no curso, acertei na Faculdade e, ingressei na turma certa.

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Pessoal, quero parabenizá-los não somente pelo gostoso encontro que tivemos, mas também, pela forma com que todos se dedicaram para concluir o curso em 2002 e durante a sua condução, só nós sabemos de verdade o quanto foi difícil e ao mesmo tempo prazeroso.

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Foi muito emocionante nosso reencontro. “A turma de 30” – eu sei; quase 30…não aumentaremos a idade…rs. Mas mesmo mais velhos, nossas lembranças estiveram no presente e nossa imagem retratou aqueles momentos de cumplicidade, parceria e empatia. A cada palavra um sorriso de emoção, um olhar de renovação, um abraço carinhoso. Enfim…

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Combinamos que nosso próximo encontro será daqui a uns dois meses. Desejo que mais colegas participem e que os que estiveram na confraternização tenham revivido suas recordações e saudades. Que o “tchau” de sábado ressoe sempre em nossos corações pelo reflexo da saudade que já se faz presente.

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FONDUE E SEU PODER ENCANTADOR DE CELEBRAR A AMIZADE

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No sábado (20), o Nê e eu decidimos brindar a chegada do inverno. Só falar em “brindar” a primeira coisa que vem em mente é bebidaaa…rs. Não podemos negar o fato de que beber esquenta. Todos ficam com as bochechas vermelhas; dá um calor no corpo; e a alegria corre solta…mas antes de pensar que somos cachaceiros, fomos bem organizadinhos e não enchemos a cara. Devido à idade; op’s, responsabilidade e, ninguém dirigiu (respeitamos a Lei Seca), tão pouco, ficamos bêbados; só mais felizes!!

Como nosso apto é pequeno, temos que festejar a mesma coisa várias vezes com amigos diferentes porque não cabe todo mundo..rsrs. Não se preocupe que isso não é ruim; ao contrário, é muito divertido. E, de todos os encontros que já fizemos, achei que esse foi o mais fácil de organizar. Também, a estação mais linda do ano é inspiradora pra qualquer ocasião. Amo o inverno!! Como o Nê nunca tinha comido fondue achei que era a ocasião perfeita pra ele experimentar.

Mas antes de começar a comilança, senta que lá vem a história: fondue (fundida) é um prato de origem Suíça, normalmente à base de queijo aquecido sobre uma lamparina, também conhecida como espiriteira ou rechaud, ou outra fonte de calor pouco intenso e do qual as pessoas se servem diretamente. A região de origem da fondue não é totalmente conhecida, mas deve situar-se na região de Jura/Savoie, na fronteira franco-suíça. A receita mais antiga encontra-se num livro de cozinha escrito em Zurique em 1699. Contrariamente à crença popular, não teria sido inventada por pessoas vivendo nos alpes suíços, pois nessa época o queijo usado na fondue era caro, o que significa que não estaria ao alcance da maior parte das pessoas vivendo nas montanhas. Assim, durante os séculos XVIII e XIX a fondue teria sido uma iguaria desfrutada apenas por pessoas mais ricas, vivendo nas cidades. Na década de 1950 a fondue entrou nas cozinhas do exército suíço, tornando-se assim conhecida dos soldados, que levaram esta receita para suas casas. Até hoje, a preparação da fondue é considerada como uma “coisa de homem” na Suíça. A iguaria ganhou fama internacional na década de 50, quando o chefe Conrad Egli, do restaurante Chalet Suísse, em Nova Iorque, passou a servir o prato. Para complementar, criou a fondue de chocolate, que servia de sobremesa. Existe, também, a fondue chinês (fondue chinoise), bastante servida em restaurantes na Suíça, feita à base de carnes, peixes e legumes, fervidos num caldo de carne com diversas especiarias.

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Voltando ao sábado, liguei pro Nil, meu único irmão, que é casado com a Izabela (não estranhe que a chamo, carinhosamente, de Cun, e ela também me chama assim) e nos organizamos. Eles se encarregaram de trazer o aparelho de fondue, os ingredientes e o pão (fizemos de queijo e chocolate). Dessa vez, tivemos convidados ilustres…um casal, amigo nosso que mora no mesmo prédio que a gente. Eles são os únicos do condomínio que temos intimidade; mas ainda não conheciam nosso lar doce lar que fica a dois andares acima do deles…nossa, eu sei…é uma vergonha, só ter amizade com um casal é um absurdo. Mas eles, o Marcos e a Fátima, assim como nós, trabalham muito e só nos encontramos no elevador. Mas nos dêem um crédito…somos amigos íntimos!! Hehehehe…pra você ter uma idéia, nem encontramos eles no sábado, haviam saído. Eu, que sou a cara de pau desse casório, desci no apto deles e deixei um bilhete “mandando” que subissem pra nossa festa assim que chegassem. Ainda, por cima, escrevi bem grande que era uma ordem e não um convite. Em outras palavras, nós os obrigamos a vir “bebemorar” conosco. Mesmo sendo intimada a ir a uma festa tarde da noite, a Fátima, ainda, nos trouxe uvas e um rocambole de limão que era dos “deuses”!! Tá vendo…só temos amizade com eles; mas nós quatro somos os mais legais e animados do condomínio…rsrs.

Fondue

Já que nossas confraternizações nunca começam cedo (iniciamos quase às 22h30), o Nê e eu, também, fizemos mini pizzas pra dar uma enganada no estomago do pessoal. Ficamos com a missão de comprar os morangos, os vinhos, as cervejas e coca-cola pra Izadora (irmã da Cun) que só tem 17 anos…rsrsrs. Viu como fomos responsáveis?! Ela não tem idade pra beber; praticamente é uma criança…rsrs. Como a colheita dos morangos ainda é recente, eles estavam lindos e saborosos, só o preço salgadinho. Os vinhos foram escolhidos pelo gosto popular, compramos as marcas que agradam a todos: o italiano, Lambrusco (suave, frizante, branco e tinto) e o chileno, Concha Y Toro (merlot Travessia, tinto meio seco). Não teve erro, era brinde pra tudo que é lado…

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Nil e Cun

Graças à revolução masculina, os homens dominaram a cozinha. Sei que tô falando só de zueira; porque eles SEMPRE são responsáveis pela comida. Pena que o Nil apagou a foto dele fazendo os Fondues (só porque eu disse que ia pro blog).

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E é com prazer que nós mulheres parabenizamos nosso maridos por terem transformado, tanto o fondue de queijo quanto o de chocolate com avelã, numa visão poética, onde essas delicias foram ligadas ao “despertar dos sentidos” e prazeres subsequentes.

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Comer essas maravilhas foi um encontro com a felicidade!! Um momento tão sublime que nos libertamos de todas as preocupações. Por isso, adoramos reunir os amigos em nosso apartamento e fazer a maior bagunça. Tudo é motivo pra comemoração.

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Ah! essa eu não posso deixar passar..rsrs. Bem que dizem: “a bebida entra e a verdade sai”. Após mais de seis anos de casado, naquela noite, o Marcos revelou a Fátima que sabia cozinhar…hahaha, foi uma farra, tiramos muito sarro dela que ficou “P” da vida com o marido e declarou greve de um mês longe do fogão….kkk

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Acho que a declaração do Marcos aconteceu, em partes, por culpa do Nil e da Cun, que levaram Tequila e Margarita…melhor nem comentar as besteiras que aconteceram….

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Sabe, acabei de me lembrar de uma frase que li em algum site ou revista, porém não me recordo de quem é: “É preciso dizer-se que o vinho é ainda considerado como um dos mais populares afrodisíacos, capaz de soltar as línguas, as mentes e os corpos, tornando as pessoas desinibidas e verdadeiras (“in vino veritas”)”. No nosso caso, declaro que os vinhos e todas as outras bebidas alcoólicas presentes nos deixaram extremamente alegres!! Hahaha. Pensou que eu ia falar outra coisa, né?!

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Comemoramos tanto a chegada do inverno que nossa festinha acabou lá pras 4h da matina. Estava divertidíssima!! E tudo saiu perfeito, do jeitinho que eu gosto. Boa comida; boa bebida e excelentes companhias. Em breve, estaremos realizando outra. Aguarde!!

Ah! antes de encerrar não posso deixar de colocar um trecho do livro de crônica A Mesa Voadora, de Luiz Fernando Veríssimo que tem tudo haver com a comida que escolhemos pra festividade e com todos os que compareceram.

“O fondue não é uma refeição, é uma confraternização. As pessoas se reúnem em torno de uma pequena panela cheia de óleo borbulhante e são felizes. O fondue de carne é mais alegre do que o de queijo. Neste a panela fica cheia de queijo derretido quente no qual você mergulha pedaços de pão, enquanto que no de carne você deixa os pedaços de filé fritando no óleo, espetados na ponta de garfos compridos, e os garfos ficam ali em divertido congresso dentro do óleo, cada um esperando o seu dono vir pegá-lo, pegar o garfo errado e ouvir protestos gerais, deixar cair a carne e depois tentar pescá-la do fundo da panela – enfim, não há compostura que resista. Recomenda-se o fondue para jantares formais que logo ficam informais, para conferências de cúpulas entre o Oriente e o Ocidente e para casais brigados que querem fazer as pazes. Neste caso é preciso haver um firme desejo de paz, senão pode dar confusão com os garfinhos, outra briga e cuidado com o óleo fervendo”!

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Pesquisa:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fondue

“BEBEMORAR”

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Não sei se é por causa da profissão (no texto: Jornalismo x Diploma, explico que o jornalista não sabe distinguir quando é ele e quando é o profissional. O jornalista não tem vida pessoal; ele é profissional às 24h), mas qualquer coisa que vou escrever, ou fazer, antes preciso pesquisar; conhecer a origem; como é fabricado; o que combina com o que; enfim saber os porquês de tudo. Por exemplo, por que a maioria das pessoas gosta de Lambrusco? Ou, de onde veio a Margarita? Se você é curioso; assim como eu, reservei esse link pra esclarecer as dúvidas e descobrir algumas peculiaridades.

Vamos as bebidas
Outro dia, estava pesquisando sobre vinhos na internet e li no blog diário de Baco, que “não é a ocasião que faz o vinho e sim, o contrário”. Tem dias que simplesmente, você quer beber um vinho para acompanhar um jantar num dia de semana, e só. Não é por isso que você tem que abrir um super vinho, premiado e caro, mesmo porque dinheiro não dá em árvores, muito menos em videiras. Por outro lado, nem pense em vinho de garrafão ok?! A partir daí, ele dá ótimas dicas de vinhos da linha básica da Concha Y Toro e o mais legal, é que apesar de serem mais baratos dão conta do recado. São leve e fácil de beber, têm aromas de frutas vermelhas e um toque de chocolate, boa acidez e corpo médio. Quanto ao Lambrusco linha frisante, esse nem preciso dizer. Figurinha carimbada em todas as festas é tão suave e saboroso que agrada a gregos e troianos. Enfim, procurando um acompanhamento para uma confraternização sem data “especial”, achou! Os preços dos vinhos não chegam a R$ 18.

Pra você que mora no Grande ABC ou nas proximidades, há um lugar bárbaro pra comprar bebidas. É o Restaurante e Empório Bacalhau & Vinho Verde, fica no Centro de São Bernardo. O Nê e eu batemos cartão lá; daqui a pouco abriremos uma conta pra pagar por mês…rsrs. Ah! de preferência vá durante a noite que você será atendido pelo Edson que além de extremamente receptivo e simpático, ele te dá uma aula sobre vinhos e te oferece opções que vão de R$ 10 até R$ 50, no máximo. Agora, se você contar pra ele que é para uma ocasião especial; pode preparar o bolso. Mas garanto que depois você vai agradecê-lo por ter gasto cada centavo. Outra coisa, nesse tempo que estiver lá papiando, aproveita e vá conhecer o restaurante. Se você gosta de bacalhau, ou, mesmo que não goste; o Nê não gostava até experimentar os pratos que são servidos lá; você vai se tornar um cliente assíduo; assim como nós!!

bacalhau e vinho verde

LAMBRUSCO: é um vinho frisante, doce italiano produzido na região da Emilia Romagna. Pode ser tinto, branco ou rosé. É feito da uva tinta cultivada em toda a Itália, em especial na região da Emilia-Romana. Há mais de sessenta subvariedades conhecidas. Apesar de também produzir bons vinhos de denominação de origem, é mais conhecida no Brasil pelos vinhos frisantes, semi-doces e baixo teor alcoólico e que devem ser bebidos jovens.

lambrusco cella brancolambrusco cella tinto

CONCHA Y TORO: é uma empresa chilena, produtora e exportadora de vinhos. Foi fundada em 1883 por Don Melchor de Concha y Toro. A vinícola Concha y Toro é a maior do Chile e é atualmente controlada pelas famílias Guilisasti e Larrain. A empresa representa 37% do mercado interno chileno e 31,4% das exportações chilenas de vinho. 70% de suas vendas são para exportação para aproximadamente 110 países. Possui vinhedos nos principais vales produtores chilenos, bem como na Argentina, ocupando uma extensão de 8.720ha. No sábado, experimentamos o Merlot Travessia Concha Y Toro 2004, um vinho proveniente dos melhores vinhedos do Valle Central. De cor vermelho rubi com tons violáceos, possui aromas frutados com notas de ameixa, chocolate e ervas. O sabor é harmônico e tem ótimo final.
conchaytorotravessia

MARGARITA: é um coquetel de origem mexicana. Nome de uma cidade perto de Guadalajara, onde estão as principais destilarias dessa bebida, feita a partir de agave azul (que nada tem a ver com o cáctus saguaro – símbolo de quase tudo que vem do México – presente, inclusive, em muitas taças de margaritas). A estadunidense Margarita Sames tinha uma casa em Acapulco, onde na época os famosos de Hollywood passavam boas temporadas. Ela era uma das grandes socialites da época (1948) e recebia amigos como Lana Turner, Fred Mac Murray, Nick Hilton (dos hóteis), John Wayne etc.Uma vez a anfitriã foi desafiada a criar um coquetel: ela misturou Cointreau com tequila e suco de limão. Como na época era hábito tomar tequila precedida por uma pitada de sal, acrescentou o anel de limão e sal em volta da borda do copo. Foi um sucesso e ganhou o nome da anfitriã, Margarita!!

Margarita

TEQUILA: é uma bebida alcoólica destilada originária do México feita através da destilação do sumo de uma planta da América Central, o Agave tequilana (também chamado agave azul ou agave azul de Weber). É produzida em região demarcada pela Lei Mexicana no Estado de Jalisco onde se encontra a pequena povoação de Tequila, que lhe deu o nome, e onde se concentram os principais produtores. Fortemente aromática, a bebida apresenta diferentes graus de cor, sabor e aroma conforme o tempo de envelhecimento sendo designada por tequila Blanco, Joven, Reposado, Añejo e Extra Añejo em ordem crescente do tempo de maturação.

FABRICAÇÃO
O Agave Azul é uma planta semelhante a um abacaxi gigante e só se desenvolve em terrenos de solo vulcânico e clima árido. Ele precisa de 8 a 10 anos de idade para estar pronto para produção. São necessários 7 quilos de Agave para produção de 1 litro de tequila. A produção se inicia assando as “Piñas” da Agave Azul por mais de 48 horas e esfriam por mais 14 horas antes de serem retiradas dos fornos, para converter as fibras em açúcar fermentável. Depois dessa etapa são moídas para extração de todo açúcar e o resultado é um rico líquido chamado “Aguamiel”. Adiciona-se a levedura natural para fermentação, que quebra as moléculas do açúcar e transforma em álcool, transformando num vinho de Agave possui 10 à 12% de teor alcoólico. O vinho deve ser destilado 2 vezes, descartando seu início e fim para adquirir o melhor da destilação. Por fim, a tequila que nasce “Prata” é descansada ou envelhecida.

Agave_tequilana

CLASSIFICAÇÃO
Existem diversos tipos e classificações de Tequila. Para ser um verdadeiro conhecedor, primeiramente, você precisa saber se a Tequila que vai beber é “blended” ou 100% Agave. As duas são boas, porém, as Tequilas 100% Agave possuem o tradicional sabor da Tequila mais acentuado. Além disso, elas são classificadas pelo tempo de envelhecimento: Jovem, Reposado ou Añejo. Tequila Jovens tem até 2 meses de envelhecimento em barris de carvalho (normalmente as Tequilas brancas – silver), as Tequila “Reposado” tem de 2 meses à 1 ano e as Tequilas “Anejo”, mais de 2 anos. Todas estas normas são exigidas pelo governo mexicano para comercialização do produto.

CONSUMO
O modo mais difundido é colocar sal em torno do copo ou na mão, entre o polegar e o dedo indicador, chupar o sal, beber rapidamente e logo após, morder uma rodela de limão. Como outras bebidas de luxo, a tequila tem um copo especial para ser degustada, o “caballito”, com 60 ml de volume. Ela também pode ser saboreada em taças de pé alto com capacidade de 200 ml. No entanto, a maneira correta e praticada por degustadores da bebida dispensa o sal e limão. A bebida é servida em dose adequada e passa por análise sensorial, ou teste olfativo, onde pode ser caracterizado aromas presentes devidos a características do envelhecimento. A degustação é lenta, com pequenos goles que passam por toda a boca antes de serem engolidos, onde é possível analisar atributos como acidez e gosto residual.

tequila cuervo

ORIGEM DO “SHOT”
Apesar de ser um versátil destilado, a Tequila é conhecida por seu mais famoso ritual: O “shot” com sal e limão. Ninguém sabe ao certo como isto tudo começou. Mas a lenda conta que foi durante uma epidemia mundial de gripe em 1918, que alguns médicos começaram a receitar “shots de Tequila” como tratamento. O que não foi nenhuma surpresa é que mesmo depois da epidemia, muitos alegavam estar com gripe para continuar com o tratamento, ou seja; bebendo Tequila. A melhor Tequila para se tomar em shot é uma Tequila 100% Agave envelhecida, ou seja; “Reposado” ou “Añejo”. No Brasil, estão disponíveis a Tequila Jose Cuervo Tradicional 100%, as Tequilas da marca 1800 “Reposado” e “Anejo” e a Sauza Tequila Blanco, Sauza Tequila Gold e Sauza Tequila Hacienda (Reposada) Além do shot com sal e limão, no México eles costumam beber a bandeira mexicana: Um shot de tequila (dourada), um shot de suco de limão (verde) e um shot de sangrita, suco de tomate com tempero típico.

tequila shot

PESQUISAS:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lambrusco
http://www.escoladopao.com.br/bistro_vinhos.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Concha_y_Toro
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tequila
http://www.diariodebaco.com.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Margarita_(bebida)

A QUEM INTERESSAR:
http://www.bacalhauevinhoverde.com.br

JORNALISTA X DIPLOMA

jornalismo

Sinceramente não tenho condições de comentar sobre esse assunto sem levar pro lado pessoal. Sou jornalista diplomada, a mais de seis anos, e trabalho na área desde o meu 2º ano de faculdade, ou seja, desde fevereiro de 2000.

Como a maioria dos profissionais, iniciei estagiando e tive a oportunidade de atuar em todas as áreas do jornalismo e, garanto que, durante o processo de transição de um estágio em jornal impresso para TV, por exemplo, sempre pude contar com a orientação e o apoio dos meus queridos e eternos Mestres, os quais mantenho contato até hoje.

Tanto o conhecimento que eles me passaram quanto às palavras de encorajamento para transição de área, foram fundamentais pro meu desenvolvimento profissional. Por isso, tenho prazer de olhar pro meu diploma e saber que sou “alguém”. Uma pessoa que trabalhou e estudou muito pra poder pagar cada centavo da mensalidade da faculdade e concluir o curso. Nada caiu do céu. Cada espaço conquistado no mercado de trabalho era como um mundo novo que eu descobria. Na sala de aula, absorvia cada palavra dos professores. Eu perguntava, questionava, discutia, brincava e, sempre fui ouvida e respeitada.

jornalismo abrace essa idéia

A meu ver o diploma representa os quatro melhores anos da vida. Quando você se torna “bicho/bichete” entrando pela primeira vez em uma universidade todo o seu conhecimento (aquele que você achava que tinha) caí por terra. E a partir daí você começa a se dar conta de que o “mundo é muito mais” do que aquela visão limitada que você tinha. Ser jornalista não é pra qualquer um. É mais que saber escrever, mais que ser um intelectual. Ser jornalista é SER. É não saber distinguir quando é você e quando é o profissional. O jornalista não tem vida pessoal; ele é profissional às 24h. Ele alimenta-se de conhecimento, de cultura e se sente na obrigação de dividir tudo que aprendeu com a população; por meio das matérias jornalísticas. E essas matérias precisam ser elaboradas dentro de uma estrutura, seguindo uma ética que só se aprende na faculdade. Por isso, aquele que quer ser jornalista, tem que ter o diploma sim. Além de ele ser o seu diferencial para exercer a profissão; a riqueza desse papel não é mensurável; é tão precioso que parece impalpável.

Garanto que após os quatro anos de curso e pagando por ele; o seu diploma não terá preço. Receber o diploma é tão gratificante que a emoção é inexplicável; sem falar da sensação de conquista, de “auto-realização”, “auto-estima”. Naquele momento que é só seu, você sente que é “alguém”. Pela primeira vez na vida você se dá conta que é um adulto, com uma profissão e com uma carreira promissora. Como dizem: você deixa de ser um “João Ninguém”.

Enquanto escrevo, sinto um nó na garganta; um aperto no coração. É triste o fato de viver em um País onde os ministros, que deveriam ser tão sábios, não conseguem enxergar a importância da figura do jornalista para a sociedade. Vou usar o exemplo do diploma de medicina que jamais será eliminado uma vez que é óbvio que o médico trabalha com vidas humanas; entretanto, pergunto: e o jornalista não? Só alguém que viveu na era pré-histórica, ou, em outra galáxia não conseguiria perceber a influência da mídia em momentos decisivos da humanidade. A imprensa tem um grande poder e, portanto, pode causar um imenso estrago se representada por pessoas despreparadas.

Será que é por isso que querem tirar a obrigatoriedade de um preparo acadêmico de futuros profissionais que terão como objetivo informar e, na maioria das vezes, educar a população??

Ah, isso é lógico. Tinha esquecido de que vivemos no Brasil onde os primeiros poderes – executivo e legislativo – podem ser exercidos por analfabetos funcionais. No judiciário, no entanto, temos bacharéis em direito. Justamente o curso mais fácil de ser aberto. Em qualquer esquina, abre-se uma nova faculdade de direito. Comprovado que é um curso que não necessita de grandes recursos. Diferente do jornalismo que os alunos precisam de laboratórios e equipamentos de primeira qualidade. Por isso, a cada dia parece que os advogados se proliferam, eles são formados em massa.

Peço mil desculpas aos meus amigos íntimos que são advogados (Queridão, Queridona, Odinho, Fátima, entre tantos outros) e espero que entendam o meu desabafo. Sei que existem bons profissionais e excelentes profissionais; assim como em todas as áreas. Entretanto, só caí matando em cima dos advogados porque é a profissão desses digníssimos ministros filhos de mães santas; pra não dizer outra coisa.

Meu desgosto é tão grande; não por temer que isso vá afetar meu trabalho; mas conhecendo a realidade da má qualidade do ensino brasileiro, sinto ao constatar que o que já está ruim, pode ficar ainda pior.

palhaco

Só por meio do trabalho jornalístico de qualidade a população fica informada sobre tudo que acontece em nosso país, assim como no mundo. A mídia também exerce papel de educadora. Mas quem disse que governo está interessado em ter cidadãos educados e esclarecidos quando é muito melhor que todos sejam bestializados? Porém, tendo uma mídia despreparada para informar, esclarecer e, abrir os olhos do povo pra realidade tudo fica mais fácil pra monopolizar.

É TÃO CLARO QUE CHEGA A SER RIDÍCULO.

analfabeto

Dica importante: não é a primeira vez que Gilmar Mendes apronta uma da suas. Leiam o texto do prof. de direito, Felipe Peixoto Braga Netto, no site: http://migre.me/2FKT

A QUEM INTERESSA A DESREGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO?

crédito: agência brasil

crédito: agência brasil

Leia a seguir a nota oficial elaborada pela direção do Sindicato, que esteve reunida entre os dias 19 e 21/6, diante da recente medida do STF, que acabou com a exigência do diploma específico para o exercício profissional: A QUEM INTERESSA A DESREGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO?

Uma decisão contra os jornalistas

Em 17 de junho de 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou parte da regulamentação profissional dos jornalistas brasileiros e acabou com a exigência de formação específica para o exercício profissional. Em reunião realizada entre 19 e 21 de junho, a direção do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, ante essa situação, considera que:

– a decisão do STF atende às demandas dos patrões da área da comunicação, cujo interesse é desregulamentar e desqualificar a profissão de jornalista, usando seu poderio econômico para tornar precárias as condições de trabalho. Com essa decisão, o STF intervém negativamente nas relações de trabalho e nas garantias da categoria profissional;

– A formação específica para o exercício do jornalismo é condição básica para a garantia da qualidade da informação jornalística, elemento formador de opinião pública. Essa equivocada decisão prejudica fortemente a sociedade, na medida em que a credibilidade da informação é colocada em xeque;

– o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) defendem a regulamentação profissional conquistada contra a ditadura militar, em 1969, como resultado de décadas de mobilização, iniciada ainda antes da manifestação do 1º Congresso Brasileiro de Jornalistas, em 1918, e mantêm a luta pela qualificação da profissão de jornalista. Nesse sentido, consideram que o curso superior de jornalista é fundamental para o futuro profissional do jornalismo e para a garantia do direito à informação da sociedade;

– a decisão do STF foi tomada em nome da “liberdade de expressão”. Nada mais falso do que esse argumento, pois a liberdade de expressão não se confunde com liberdade de exercício profissional. O Supremo Tribunal Federal faz confusão entre a liberdade que qualquer pessoa tem de expressar sua opinião, inclusive nos veículos de comunicação, com o exercício de uma profissão específica, a de jornalista. A regulamentação profissional dos jornalistas nunca impediu quem quer que fosse de se expressar. Ao contrário, os jornalistas e suas entidades sindicais sempre estiveram na primeira fila da defesa da liberdade de expressão, que é sufocada, aí sim, pelo monopólio dos meios de comunicação nas mãos de reduzido grupo de magnatas e grupos financeiros. É contra essa censura em pleno estado “democrático” de direito que os ministros deveriam focar o seu trabalho, e não contra os mediadores da livre expressão, os jornalistas!

O Sindicato dos Jornalistas constata, porém, que a amplitude da decisão do STF não está clara, pois não se conhecem os termos da decisão, nem todas as suas conseqüências, cujos contornos dependem de publicação do acórdão. Buscando esclarecimentos adicionais, a Fenaj realiza consulta ao Ministério do Trabalho e Emprego, para que sejam explicitados, efetivamente, quais são os novos procedimentos propostos.

Diante disso, a posição do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo é a de que o papel dos sindicatos de jornalistas por todo o Brasil e da Fenaj é o de organizar os jornalistas e defender seus direitos e condições de trabalho em confronto com os interesses das empresas. Continuamos com uma legislação profissional específica, piso salarial, jornada de trabalho e acordo coletivo. Todos esses direitos, conquistados na luta, continuam válidos.

Isso significa que todos os que passarem a se enquadrar no acesso à profissão, após a decisão do STF (cujos limites, por enquanto, ainda não estão claramente definidos), e exerçam funções jornalísticas nas empresas de comunicação gozam dos mesmos direitos consagrados em nossos acordos coletivos. Não permitiremos que este revés imposto pelo STF na luta da nossa categoria sirva para desqualificar e rebaixar ainda mais as condições de trabalho, salários e direitos em nossa profissão.

Com relação ao novo perfil da categoria, aguardamos a publicação do acórdão do STF a fim de que sejam definidos os procedimentos em relação à sindicalização e a vários aspectos da ação sindical.
Os pseudo-guardiões constitucionais no STF desconsideraram, propositadamente e em clara defesa do poder da mídia, que o inciso XII do Artigo 5º da Constituição Federal de 1988 atribuiu ao legislador ordinário a regulamentação para o exercício de determinadas profissões de interesse e relevância pública e social, dentre as quais, notoriamente, enquadra-se a de jornalista – ao contrário do que declarou o sr. Gilmar Mendes –, por conta dos reflexos que seu exercício traz à Nação, ao indivíduo e à coletividade.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo dirige-se ao movimento sindical, às entidades democráticas e à sociedade para alertar que a decisão do STF também é uma ameaça contra a regulamentação de outras profissões, atualmente questionadas pelo patronato.

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São Paulo, 20 de junho de 2009.
Fonte: Direção do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo. Endereço: Rua Rego Freitas, 530 – sobreloja – Vila Buarque – SP – CEP: 01220-010/ e-mail: jornalista@sjsp.org.br / Tels.: (11) 3217-6299

ELEGÂNCIA

Odinho e eu quando nos conhecemos em 2005. Tivemos o prazer de dividir uma paixão, simplesmente, inexplicável...a Política!!

Odinho e eu quando nos conhecemos em 2006. Tivemos o prazer de dividir uma paixão, simplesmente, inexplicável...a Política!!

Acabei de receber este texto de um grande amigo. Pena que o autor é desconhecido, mas vale a pena publicá-lo!! Ótimo para refletir sobre nossas ações do cotidiano. Foi, exatamente, o que fiz quando terminei de ler essas palavras mágicas que são como chaves que abrem portas para uma vida melhor. Acredite! Ao término, fiquei felicíssima porque recebi uma mensagem tão linda de um dos homens mais elegantes que conheço. Mas chega de rasgação de seda e vamos ao que interessa:

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

talheres

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.

É uma elegância desobrigada. É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca. É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais.

blablabla

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.

presentear

Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso demais. É elegante, você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para fazê-lo. É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade.

charles chaplin

É elegante o silêncio, diante de uma rejeição…
…sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do Gesto.

silêncio

Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.

livro

É elegante a gentileza, atitudes gentis falam mais que mil imagens…
…abrir a porta para alguém; é muito elegante (será que ainda existem homens e mulheres que saibam valorizar esses pequenos e despretensiosos gestos?).

abrir porta do carro

minha favorita

Dar o lugar para alguém sentar…é muito elegante…
Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado pra alma!

sorrir

Oferecer ajuda, sem dúvida, é muito elegante. Olhar nos olhos, ao conversar é essencialmente elegante. Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.

DANI E NABOR

A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licença para o nosso lado “brucutu”, que acha que “com amigo não tem que ter estas frescuras”. Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os desafetos é que não irão desfrutá-la. EDUCAÇÃO enferruja por falta de uso. E, detalhe: NÃO É FRESCURA!

QUERMESSE

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Com exceção do frio, o mês de junho nos agrada bastante por ocasião das comemorações juninas. Depois de vestir muitos agasalhos para amenizar o frio do último domingo (14), nos dirigimos à quermesse da igreja da matriz, Nossa Sra. da Boa Viagem, em São Bernardo do Campo. Chegamos cedo, por volta das 19h30 e, rapidamente, fomos comprar vinho quente, que tinha um cheiro tão gostoso! Além do aroma, o vinho estava maravilhoso e foi, sem dúvida, o melhor pedido pra espantar aquele friozinho.

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Você sabia que o termo “quermesse” é derivado da palavra kerkmesse, da língua flamenca, que em francês passou a ser kermesse, de onde se originou o termo em português. Sua origem está ligada a religião católica. Era a festa do santo padroeiro da paróquia ou aniversário da igreja. Com o tempo essas festas foram perdendo o cunho religioso e no final da Idade Média estavam sendo considerada como atentados aos bons costumes. A discussão chegou a tal ponto que no século XVI, o rei da França Carlos V proibiu a realização de festas que durassem mais de um dia, impondo severas penas àqueles que transgredissem esse regulamento. Porém esse édito de 1531 não demorou a ser esquecido e as quermesses novamente passaram a ser realizadas.

De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial (época em que o Brasil foi colonizado e governado por Portugal). Nesta época, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Da França veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil, influenciou muito as nossas típicas quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo à dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha. Todos estes elementos culturais foram com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenas, afro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas. Conhecimento registrado; voltamos ao nosso passeio.

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O espaço não é muito grande, mas, logo na primeira volta, notamos que as barracas estavam fiéis às guloseimas e brincadeiras juninas. Famílias inteiras, de bebês a avós, crianças brincando nas barracas de pesca; palhaço (você acredita que essa barraca de encher a boca do palhaço de água até a bexiga estourar eu não conhecia?! rsrs); derruba lata; e a do bingo, a mais movimentada de todas, deixaram o clima contagiante e completamente saudosista. Impossível não relembrar com saudade a época das quadrilhas do colégio.

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Tudo estava perfeito e nem sentíamos mais tanto frio. Até os preços dos comes e bebes estavam bons. As comidas caipiras estavam com uma “cara boa” e com um toque de sabor caseiro; como milho verde cozido, pamonha, bolo de milho, cuzcuz, pipoca, churros, curau, arroz doce, frutas com cobertura de chocolate, algodão doce, maçã do amor, cachorro quente, pizza, pastel, o popular quentão e o vinho quente, praticamente, todos estavam saindo por R$ 2. Havia, também, o chá de amendoim que custava R$ 3, esse eu desconheço, mas semana que vem volto para experimentar…rsrs.

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Os espetinhos de carne e de frango saiam entre R$ 2 a R$ 3 cada e foram assados no ponto certo. Já o famoso churrasco (pão com carne assada e vinagrete) e o lanche de lingüiça calabresa eram os mais caros R$ 4, porém fizeram jus ao valor.

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Durante nossa volta na praça deparei-me com um rapaz que comia um churrasco. Não sou fã de carne vermelha, mas o lanche dele me deixou com água na boca. Olha que pra eu dizer isso, o lanche deveria estar com uma aparência fenomenal porque passo meses sem colocar um pedacinho que seja de carne na boca. E os mais íntimos quando me convidam pra ir a algum churrasco já vão logo dizendo que vai ter espeto de frango e salada de maionese, porque eles sabem que eu detesto churrasco e aquela fumaceira toda. Diferente de mim, o Ricardo é um carnívoro nato.

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Mas voltando ao lanche do rapaz…rsrsrs. Convidei o Nê pra comer churrasco!! Claro, que ele me olhou com certo espanto. Logo expliquei sobre o lanche que vi e disse que fiquei com vontade. Enquanto estávamos na fila, que por sinal era enorme, uma senhora que passou por nós me chamou atenção. Ela parou bem ao meu lado; olhou para a moça que estava com ela e disse alto e em bom som: “Nossa, churrasco, que coisa mais provinciana”. Fez uma cara de nojo, de superioridade e, saiu em direção às barracas das bebidas.

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Evidente, que vindo de mim, não poderia deixar passar esse fato que me fez comer o lanche rindo e dividir com você o meu “veneno” sobre tal comentário. Província: nada mais é, que o nome de cada uma das partes que formam a divisão territorial de certos Estados. Ou, qualquer parte de uma nação que não seja a capital e a sua área contígua; sendo assim o interior.

No contexto que eu ouvi e, notei pela expressão pejorativa da insensata mulher; ela chamou todos ali (os que comiam churrasco) de “tacanho” (baixo, pequeno), ou, “caipira”, pessoas de conhecimento limitado e acanhado (definição do dicionário). Mas eu prefiro descrever como “chucro”, já que estávamos parecendo “selvagens” devorando aquele admirável churrasco!!

Provinciano ou não; caímos de boca naquele lanche que estava uma “coisa”!! Que churrasco de outro mundo!! Uma carne macia, bem temperada, saborosa mesmo!! Não estou falando só pra contrariar a louca, a qual nunca vi mais gorda, porém o elogio é verdadeiro, visto que está vindo de uma pessoa que não gosta de comer carne por pura opção.

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Ah! A única coisa que sentimos falta; foram dos famosos correios elegantes e da barraca do beijo. Óbvio que eu jamais em plena consciência deixaria o Nê beijar alguém que não fosse eu, por isso, me encarreguei dessa parte..rs. E assim, voltamos pra casa felizes!!

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Pena que a quermesse se encerra no próximo dia 28, então, quem puder ir, aproveite as guloseimas e não deixe de experimentar o churrasco. Depois me conta o que achou, ok?!

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A igreja Nossa Senhora da Boa Viagem, fica na Praça da Matriz, sem número, Centro, São Bernardo. A quermesse acontece somente no sábado e domingo, das 18h às 23h. Dica: chegar antes das 19h é o ideal para evitar filas. A paróquia não disponibiliza estacionamento para visitantes, por isso é preciso garimpar uma vaga na rua.

Pesquisas:
http://www.priberam.pt/dlpo/dlpo.aspx
http://pt.wikipedia.org/wiki/Quermesse”
http://www.suapesquisa.com/musicacultura/historia_festa_junina.htm