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  • Guilhoché…

    ...sinto-me como um ornato composto de traços ondeados que se cruzam e entrelaçam com simetria; tentando me redescobrir e me reinventar sem perder a essência. Com essa probidade, quero, aqui, manter em mim esse vento de espírito jovem, essa curiosidade infantil em relação ás coisas, essa espécie de encantamento em relação ao ser humano. Quero crer que somos muito maiores e mais interessantes que as barreiras que o mundo impõe e que os limites que a vida oferece. Acredito na transformação dos sentimentos e no melhor de cada um. Quero que minha inspiração esteja sempre afiada; colocando em harmonia instinto, alma, criatividade, percepção e uma dose de crítica, que pra mim funciona como uma espécie de veneno destilado. De certa forma, viver, também é seguir essa premissa. O veneno que me refiro é aquele acompanhado de uma grande quantidade de conhecimento, que servirá para discernirmos opiniões. Enfim, se você quer se redescobrir e compartilhar instantes, detalhes e informações; venha fazer parte do meu mundo!
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POLÍTICAS DE COTAS

Cotas
Por mais que eu tente ser calma, imparcial, serena, eu não consigo. Postei ontem o relato do Queridão; mas quando fui comentar no blog dele, praticamente, fiz um novo post. Eu tenho que aprender a comentar pouco. Tenho que deixar de ser 08 ou 80; mas é difícil….

….mas também o Queridão me envia este comentário:

Helton Fesan: Valeu Queridona. Sua atitude e texto é a prova que não estamos separando, mas sim unindo; que não estamos querendo privilégios, mas equilibrar uma equação cruel e desumana. Grande Abraço, Queridão.

Pronto, era o que bastava pra destilar meu veneno; esse com plena consciência e muito bom senso; principalmente, por se tratar de um assunto onde há muito preconceito. Não suporto isso.

Ademais, ir contra as políticas de cotas é estar renegando nosso passado e ridicularizando nossos valores ideológicos; visto que muitos, ainda, não têm consciência sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. Só é possível entender nossas origens e cultura se primeiro entendermos que todos somos negros. A meu ver a cultura brasileira deveria ser reconhecida e valorizada como cultura afro-brasileira.

Li uma vez um texto que abordava a opressão e as injustiças advindas da escravidão, no qual questionavam a história do Brasil como se tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros que foram sempre considerados heróis nacionais. E é a mais pura verdade; a população, não posso dizer toda mas grande parte dela, ainda, vê e pensa assim. É triste nossa realidade, porque enxergamos o quanto às pessoas são pequenas nesse sentido. Tenho pena desse tipo de gente, porque é uma questão de analise e fato; simples assim. Onde estão nossos heróis negros? Não existem? Os negros nunca fizeram nada? Na construção histórica cultural e social brasileira os negros só foram escravos e ponto final?

Quanto à educação chega ser vergonhoso observar que nos livros de história, por exemplo, o negro aparece somente em dois momentos: ao falar de abolição da escravatura e do apartheid”. O mínimo de comprometimento educacional esperado, tanto por parte dos educadores quanto do conteúdo dos livros didáticos, é que precisariam abordar a participação do povo negro na construção do país, na construção da riqueza nacional, na acumulação do capital e também as suas batalhas, rebeliões, quilombos e suas lutas mais contemporâneas. Podemos ir além, não há uma verdade absoluta, mas maneiras diversas de sentir a realidade. É fundamental questionar o nosso presente, no caso do Brasil, cercado de violência, pobreza, e uma grande injustiça social, nesse caso nada mais justo do que estudarmos nosso passado. As respostas para as nossas mazelas com certeza estarão lá.

No Brasil de hoje, as estatísticas revelam que os negros ou afrodescendentes, apesar de representarem mais da metade da população, frequentam pouquíssimo a escola e menos ainda a universidade. Como resultado dessa opressão disfarçada, exercem os trabalhos mais desvalorizados e dessa forma ganham menos. De maneira que essa política tem resultado, cada vez mais, no aumento da população pobre. Mas, como esses brasileiros se tornaram tão pobres e miseráveis? A resposta vem quando se investiga o passado. Por isso, é hora de que a sociedade comece a discutir essa enorme dívida social com a população negra, pendente há séculos. Fato: política de cotas é ideológica sim. Da mesma forma que a discriminação racial sempre foi negada, dentro e fora do Brasil, como se não existisse.

É preciso entender que a desigualdade no Brasil tem cor, nome e história. Esse não é um problema dos negros no Brasil, mas sim um problema do Brasil, que é de negros, brancos e outros mais. Um povo sem memória é uma sociedade sem história. E sem uma história que resgate as suas raízes, uma comunidade é como alguém sem passado, sem tradição e, portanto, sem identidade e rumo.

Uffa!! Desabafei…

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