• Guilhoché…

    ...sinto-me como um ornato composto de traços ondeados que se cruzam e entrelaçam com simetria; tentando me redescobrir e me reinventar sem perder a essência. Com essa probidade, quero, aqui, manter em mim esse vento de espírito jovem, essa curiosidade infantil em relação ás coisas, essa espécie de encantamento em relação ao ser humano. Quero crer que somos muito maiores e mais interessantes que as barreiras que o mundo impõe e que os limites que a vida oferece. Acredito na transformação dos sentimentos e no melhor de cada um. Quero que minha inspiração esteja sempre afiada; colocando em harmonia instinto, alma, criatividade, percepção e uma dose de crítica, que pra mim funciona como uma espécie de veneno destilado. De certa forma, viver, também é seguir essa premissa. O veneno que me refiro é aquele acompanhado de uma grande quantidade de conhecimento, que servirá para discernirmos opiniões. Enfim, se você quer se redescobrir e compartilhar instantes, detalhes e informações; venha fazer parte do meu mundo!
  • Categorias

  • Twitter Valéria

    Erro: o Twitter não respondeu. Por favor, aguarde alguns minutos e atualize esta página.

  • Face Valéria Amoris

MOMENTO

 

 “Reconhecer na

dificuldade uma nova

oportunidade de

evoluir e, na espera a

certeza da conquista é

o Norte do ser

humano”, autor

desconhecido.

CICLISTAS DA BLOGOSFERA

Há meses recebia e-mails com mensagens lindas, porém na maioria das vezes o autor era desconhecido (isso acontece até hoje), e como sou daquelas pessoas que guarda tudo que gosta, mantenho em meu computador uma pasta só com essas mensagens. Aí por acaso estava eu navegando na internet, numa tarde fria e chuvosa de dezembro, quando encontrei uma matéria no IG da jornalista Bia Amorim.

Porém, a matéria escrita pro site tinha um “que” de conhecida. Como toda jornalista é curiosa e desconfiada, corri pro Google e fui buscar saber quem era essa colega de profissão.

Pronto. Havia encontrado a dona de diversos poemas que recebia sem autoria. Pra minha sorte ela tinha um blog, o qual até então eu desconhecia. Foi amor a 1º vista. Virei uma ciclista assídua no Bibi de Biclicleta, onde: “a vida deveria ser simples como um passeio: divertido, sem rodinhas e com aquela sensação maravilhosa de vento no rosto”.

Não me agüentei e mandei um e-mail:

Em 1º lugar, gostaria de parabenizá-la não só pelo trabalho que vem desenvolvendo no IG, mas pelos maravilhosos textos que já lí e não sabia que eram seus, tampouco, da existência de seu Blog.

Pois bem, “mocinha” vc tem um grande talento. Sou fã dos seus textos, mesmo sem saber que era você a autora deles. São vários poemas e relatos que já recebi por e-mail (entretanto como autor desconhecido)…..nossa que honra te achar!! […]

Bia responde no mesmo dia:
Oi Valéria!
Boa noite e me desculpa pela demora em responder.
Fim de ano é uma correria na vida da gente, na vida de redação.
Só agora parei, acredita?

Então, antes de mais nada, queria te dizer que o seu email me fez muuuuuuuuuuito bem. Fiquei tão, mas tão feliz, que segurei as lágrimas nos meus olhos (estava no “sirvissu”).
Seu email me mostrou um monte de coisas que eu não sabia: que tenho fã (rs), que as pessoas conseguem separar os dois mundos (o da jornalista mais séria e o da escritora que se deixa carregar nas tintas), e que os meus textos andam rolando pela internet de email em email. Acho esse último item bárbaro, mas fico triste das pessoas esquecerem de me dar o crédito (sou eu, poxa, uma pobre escritora que sonha em fazer um livro!). Mas se faz bem a alguém, então já é válido! Assim como vc me encontrou, outras pessoas podem encontrar também.. Basta querer! […]

Além da correria de fim de ano, acho que também ficamos mais sensíveis que o normal. Com isso, pode concluir que foi um chororô virtual, mas muito real…rs!!

Respondo:

[…] Flor, seu talento é inegável. De ontem pra hoje (29 a 30/12/09), andei literalmente, degustando seus relatos. Mulher; eles são saborosos..rsrs!! Como é gostoso ler um Blog realizado com tanta dedicação e carinho. Há uma entrega sutil; tênue; ao mesmo tempo profunda; sincera; perspicaz; hábil e, extremamente, talentosa. Sua sensibilidade tem um “que” visto em poucos poetas. Você escreve de maneira singular. É engenhosa; arteira e “atrevida”…fica muito transparente seu lado menina, moleque…mulher. Em alguns fica “faltando” um quero mais, talvez um e “aí”…algo que defino como até onde alguém se expõe. Mas não veja pelo lado negativo, ao contrário isso é bom; porque fica aquele gostinho nos ciclistas (leitor)…entende?! Sutilmente, nos aguça a curiosidade, a reflexão, ou aquela “viagem” as nossas lembranças, a momentos que talvez se perderam no tempo e após ler uma poesia sua…pronto. Sentimentos e mais sentimentos (pra não citar lágrimas) afloram […].

Bom; não consigo ao certo explicar, ou definir seus textos; entretanto, o mais importante acontece…eu; os sinto. Ah, e como eles me tocam…magnificamente!! Não encontro sinônimos que chegam à altura deles. Novamente, declaro-me sua fã. […].

Após esse e-mail ganhei um presentão, de Ano Novo, dessa danada que me fez chorar até ficar com o nariz vermelho!! Dá uma olhada no post que ela escreveu pra mim:

Golpe de vista? Nada, golpe de sorteEla me chegou como um presentinho, um mimo, um agrado. Daqueles que deixam na porta da sua casa, em cima da sua mesa, dentro da mochila, no bolso de um casaco pendurado. Um jeito meio tímido, um jogo de mostra e revela. Veio sem barulho, tal como quem chega pé com pé. Veio sem embrulho, mas bem endereçada. Era para mim, embora achasse, em princípio, que pudesse se tratar de um engano. Golpe de vista? Nada, golpe de sorte. Mistério quietinho. Miudinho. Sem som. Mas uma vez que se revelou, era como se houvesse trazido consigo os músicos, os instrumentos, a banda inteira. Um presentinho simples, mas de conseqüências marcantes, como o bom perfume que se espalha pelo ambiente, como cheiro de roupa lavada, como a sensação de frescor. E a mocinha atrevida, que costuma enfrenta as situações mais vexatórias e queixosas, fica tímida e esconde as mãos. Porque num momento de embaraço, a gente nunca sabe onde colocar as mãos. Eu cruzo os braços ou procuro os bolsos. Faço os meus dedos se encontrarem nas costas, nervosos… Desvio o olhar.

Não pude desviar o olhar daquela carta. Acho mais romântico chamar assim, embora o papel não fosse palpável. Tratava-se apenas de um e-mail, mas não de um e-mail apenas. Foi escrito sem burocracia, mas com sentimento. Isso para mim é uma carta. Uma carta dos tempos modernos. Uma carta com sentimentos antigos: admiração. Um e-mail avisa, uma carta conta. Narrava uma história. Um pedaço de uma trama minha, que é a de nós todos. Vou falar da maneira como a Ciclista 48 me encontrou. Valéria Amoris. Leitora paulista, dona de boas novas.

Valéria me escreveu um e-mail muito gentil. Falava do meu talento com as palavras. Fico absurdamente sem graça com elogios, mas profundamente tocada. Gosto, claro. Não faço disso meu mote. Quem escreve, nunca escreve para dentro. Todo escritor quer ser lido. Por um ou por vários. Todo poeta quer tocar o coração de alguém sem usar as mãos. Sentimentos são ondas que mexem. Ondas de amor. Transborda e tudo se transforma. E a carta da Valéria foi tão significativa, porque ela me conta que conheceu as minhas palavras, antes mesmo de saber que eram minhas. E as amou, como se para ela fossem. “… Eu sou uma mocinha atrevida, que virou uma mulher destemida. Não deixei a mocinha morrer, a criança parar de correr e sonhar dentro de mim. Não me perdi da sabedoria e faço da paciência o meu novo desafio. Construo castelos de areia, castelos de cartas, peças em dominó. Construo a vida com a esperança, que às vezes cansa de esperar…”.

Esse texto chegou para ela por e-mail. Era de um autor desconhecido, vejam vocês! Desconhecida eu era até então. Acho que o Google, pai de muitos encontros, promoveu mais um. E a Valéria mandou as linhas mais bonitas que uma escritora e poeta (não gosto da palavra poetiza, nhé) poderia esperar em sua estréia com carta de uma fã. Gosto de palavras que tem personalidade além daquela que as escreveu. E adorei saber que esse e outros textos meus andam rodando pela internet (tal qual Veríssimo, Drummond, Martha Medeiros, Cecília Meirelles – para citar alguns dos que amo – sendo deles de verdade ou não) de e-mail em e-mail, inspirando vidas. Claro que detestei a parte em que dizia que minhas crias andam por essas ruelas virtuais pagãos, sem o batismo da minha assinatura. Mas assim como Valéria se interessou em me encontrar e conseguiu (e há de haver um motivo maior), outros tantos podem se juntar à nossa caravana ciclista.

De vocês eu ganho o fôlego diário. Cada comentário é um estímulo. Cada palavra tem a força do infinito, porque é impossível medir sua robustez. Cada flor mandada completa o meu jardim. Cada pedra constrói o meu canteiro. E ficamos assim, livres, à espera de borboletas. Exposto a luz do sol e ao frescor da chuva. Sempre entregue à mão do Jardineiro. Ele molda, cuida, poda, aduba, arranca as ervas daninhas, oferece estímulos, olha com cuidado, devota atenção necessária para que tudo cresça, floresça e cumpra seu ciclo. Às vezes sou a flor, mas também noutras tantas eu me sinto o passarinho. O beija-flor.

Por fim, só tenho que agradecer a essa carioca MARAVILHOSA. Obrigada por esse “mundo” que criaste!! O Bibi de Bicicleta é lindo porque nele encontro alma, sensibilidade poética, criatividade ímpar e a indiscutível jornalista que é. Parabéns novamente pelo trabalho e talento único. Ah! vou repetir aquilo que escrevi no nosso 1º contato: “nunca permita que o Bibi acabe ou deixe de postar; mantenha-o só pra nós…afinal aqui tudo é imparcial…rsrs. Em outras palavras; há o “melhor de dois mundos”!!

Ah! meus Amores, sempre que tiverem uma oportunidade dêem uma passada na ciclovia da Bia, garanto que irão se apaixonar, assim como eu!!