• Guilhoché…

    ...sinto-me como um ornato composto de traços ondeados que se cruzam e entrelaçam com simetria; tentando me redescobrir e me reinventar sem perder a essência. Com essa probidade, quero, aqui, manter em mim esse vento de espírito jovem, essa curiosidade infantil em relação ás coisas, essa espécie de encantamento em relação ao ser humano. Quero crer que somos muito maiores e mais interessantes que as barreiras que o mundo impõe e que os limites que a vida oferece. Acredito na transformação dos sentimentos e no melhor de cada um. Quero que minha inspiração esteja sempre afiada; colocando em harmonia instinto, alma, criatividade, percepção e uma dose de crítica, que pra mim funciona como uma espécie de veneno destilado. De certa forma, viver, também é seguir essa premissa. O veneno que me refiro é aquele acompanhado de uma grande quantidade de conhecimento, que servirá para discernirmos opiniões. Enfim, se você quer se redescobrir e compartilhar instantes, detalhes e informações; venha fazer parte do meu mundo!
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NA MIRA DA AMANDITA

Tudo começou a partir dessa foto

Fui presenteada por uma pessoinha que me cativou na 1ª vez que nos vemos!! A D. Amandita é fora de sério…rsrs. Dá uma olhada nas versões que ela fez de mim a partir da foto. Flor, ameiiiii!!

Bem que dizem que pra um artista ser completo ele tem que ser criativo, sensível e humilde. Essas são algumas das características mais marcantes dessa mocinha que segue a risca, principalmente, o conceito de humildade: “aceitar o outro como ele é”. Acho que o verdadeiro artista se doa de corpo e alma na sua arte, seja ela qual for. Pode parecer piegas, mas a Amandita me mostra isso no dia a dia.

Não me recordo onde li que “fazer arte é ser humilde e ter humildade é a prova que você foi agraciado com o Dom dos céus”, essa frase diz tudo. E quem a escreveu também aparenta grande sensibilidade. Bom, por tudo isso, apresento o talento dessa mocinha.

Ah! conheça o trabalho completo dessa “peça rara” que invadiu minha vida, de forma um tanto engraçada, no Blog Propagandaria

grafite

bic

nanquim

papel envelhecido

COMECE BEM A SEMAMA!!

OCUPADA COM OS ESTUDOS

PENSAMENTO

MALA VERMELHA

O mundo da Blogosfera é mágico, nele a solidão é dividida, nunca é só sua. Quando se encontra triste, sempre aparece alguém pra compartilhar esse sentimento com você, mesmo que seja virtual a sensação é muito real.

Em uma dessas noites, como de costume, dei uma passada no blog da Bia Amorim. Dei de cara com o post Sejas tu e assim serás tudo. Pronto. Foi o que bastou pra eu refletir novamente sobre a vida, sobre os sonhos, sobre mim. Neste, post, em especifico, a Bia, também, comentava, sobre o encantamento do conteúdo de alguns blogs, como o Definitividades, da sua amiga Belle, a qual havia feito um relato ímpar.

Nossa…me deparei com tantas recordações, histórias que achava que tinha se perdido com o tempo. Sentimentos confusos, complexos…senti a força das palavras; entendi o sentido de compartilhar momentos tristes, aos mesmo tempo decisivos. Momentos que vivemos, porém, sem ouvir qualquer tipo de som. Instantes de silêncio, porque não há rostos, tampouco respostas…apenas, palavras intensas que me levaram a uma viagem interior; talvez um tanto dolorida, mas necessária.

Pra entender melhor, leia os relatos:

Texto Belle: “Tô indo embora. Deixo aqui a quase certamente lúcida impressão de que fiz o melhor que pude com os recursos que tive. Procurei emendar meus defeitos com o último lançamento da super cola, mas há coisas irremediáveis, paciência. Tô seguindo outros rumos, arrumando outro prumo, inaugurando outro norte. Tô indo embora. Deixo as paredes vazias de mim, a cozinha das tardes de domingo sem cheiro de bolo de laranja, os dias sem as flores nos cantos da sala. Fica tudo certo: cada um com seus desejos, com seu futuro e com a própria cama pra arrumar. Estejamos certos, eu e o tempo, de que ir embora traz a doce oportunidade de reinventar”.

Texto Bia: “Coisa mais linda de escrever para um fato tão difícil de viver. É a vida, é a estrada, é a madrugada, mais acima de tudo: é você! Seja você! São seus sonhos, são seus medos, são seus zelos e seus caprichos, são seus risos, são seus riscos, são suas escolhas, são seus espaços preenchidos pelo novo amanhã. É a gaivota que voa no alto, o mar que espuma na praia, é o pingo da chuva que chega de manso e molha tua saia… O escrito no papel encontrado, é o descanso esperado, a orelha do livro interrompido, o prospecto da viagem sonhada, é a paisagem registrada na memória, é a história, é a história… É o leite quente que deixa bigode branco, é o pé bem frio escondido em um canto, é o céu e o inferno, mas também é encanto, é a camisa furada pelo tempo (quem liga?) e o vestido bem curto naquele exato momento da vida. Sejas tu e assim serás tudo”.

Com isso, pensamentos complexos voltaram a me angustiar. Acho que é o momento da transição, ou como uma pessoa querida, a Thayse, me escreveu “é o momento da travessia”. Concordo. Mas nem sempre a travessia é fácil. Talvez por medo de fazê-la, medo do novo que é desconhecido, medo do inesperado. Muitas vezes me pergunto por que do medo?! Nunca tive medo antes.

Talvez seja esse o motivo da minha angustia. O medo perturba, enfraquece, nos deixa com falta de ar, sem energia. Com isso, espero que os maus pensamentos se afastem e que eu sabiamente possa encontrar uma forma de respirar o ar que me é tão caro. O ar que liberta, que nos faz viajar pra longe, pra descobrir novos horizontes. Mundos que ficam guardados naquela mala vermelha, a qual olhamos por várias vezes e temos um único desejo: ir conquistar um novo mundo. O mundo colorido que em nossas mentes é só em preto e branco. Ir ao infinito, sem rumo, sem pressa, sem ansiedade, sem se preocupar com o tempo. O mundo que nos permite viver como pássaros, voando com o vento fresco e brando e, nos renovando para algo que não devemos nos preocupar agora, o futuro.

Queria eu, nesse momento, pegar a mala e ir para outro mundo. O mundo do recomeço, assim como a Belle escreveu “acompanhada pelo tempo e certa da doce oportunidade de reinventar”. Queria eu começar a tecer uma nova colcha de retalhos. Escolher uma cor diferente e, mais vibrante que a atual, pra costurar os novos pedacinhos de tecidos que me proporcionariam lembranças de uma nova história, uma nova experiência. Como já escrevi em meu perfil (frase que também é da Bia), “esperando pelo próximo pedaço, que é a esperança daquilo que virá a ser”. Por hora, ainda, fico a esperar.

Talvez, porque não tentei todos os recursos. Ou, estou sendo covarde. De qualquer forma, o meu tempo ainda não chegou…por enquanto.

Deixo a mala pronta, mas no mesmo lugar. Nela, além daquelas “marcas” que só pertencem a mim, ainda ficam muitos sonhos pra serem concretizados. Fico a espera do momento certo de pegar a mala e ir voar; voar pra longe, muito longe.

13 DE MAIO É DENÚNCIA, MAS NÃO PRECISA TER MEDO

DEMENTIUS MAGNANIS

E vamos nós de novo e novamente no engodo do Magnoli e, quando o assunto é esse não poderia haver pessoa melhor pra escrever sobre esse individuo do que meu amigo e advogado, Helton Fesan, para os íntimos o Queridão. Afinal, o Queridão tem um olhar de águia pra capturar a alma dos ignorantes raciais.

Menciono isso, porque quando o Queridão postou PARA VEJA E DEMÉTRIO: “HITLER” E “MALCON X” SÃO FARINHA DO MESMO SACO, ele começou com uma frase divina: “Já cansamos de corrigir e alertar, mas nunca é demais, visto que Demétrio não cansa de errar (propositalmente?)”. Essa resposta fica para reflexão. Porém, para um bom entendedor é suficiente. Afinal, o “cara” é um saco, mas tem visibilidade na mídia, então todos aqueles que dão o sangue pra ensinar sobre a verdadeira cultura afro brasileira, literalmente, só se ferram.

Por isso, deixo um outro comentário reflexivo que por sinal foi o mesmo que encerrei meu post sobre Políticas de Cotas: “é preciso entender que a desigualdade no Brasil tem cor, nome e história. Esse não é um problema dos negros no Brasil, mas sim um problema do Brasil, que é de negros, brancos, amarelos, cor-de-rosa, laranja e outros mais. Um povo sem memória é uma sociedade sem história. E sem uma história que resgate as suas raízes, uma comunidade é como alguém sem passado, sem tradição e, portanto, sem identidade e rumo”. Entenda como quiser, mas sinto-me aliviada e menos indignada.

Depois do meu desabafo, segue relato que o Queridão postou ontem (13) em seu blog, Universo Fesânico. Espero que goste, pois eu amei o post, por isso estou dividindo com você o nosso “veneno destilado”, no melhor sentido, claro!!

Ah! se puder, entre em todos os links lendo com atenção, só assim entenderá melhor o motivo do nosso desabafo cultural e ideológico.

Boa leitura a todos!!

Texto: Helton Fesan

No mundo real precisamos conviver com a ignorância disfarçada de intelectual, a saber, Dementio, digo, Demétrio Magnoli.

Neste 13 de Maio, pego carona na irritante ladainha de revanchismo e ódio racial deste senhor. Ensinar história e cultura afro brasileira e africana na cabecinha de coronel do pseudo pensador da igualdade é ensinar o ódio racial.

Imagino a indignação de professores sérios que lutam pela implementação da lei 10.639 de 2003 como é conhecida, nas escolas públicas. Como uma da qual fui aluno, doutora, e que engasgou no café da manhã ao ler os desmandos ridículos da opinião deste senhor no Estadão. Enviou-me a matéria na integra.

O ideal para ele seria recontar nas escolas a farsa da imaculada salvadora Princesa Isabel, uma espécie de “nossa senhora do povo preto”. Aliás, o citado José do Patrocínio em sua matéria de hoje no Estadão foi adepto do Isabelismo e fundou uma espécie de guarda negra para lutar contra a república. Mas isto é outra história.

Senhor Demétrio, 13 de maio não libertou os escravos, pois estes já eram quase todos libertos pela luta abolicionista que deu-se essencialmente com os quilombolas. O resto foi política e politicagem para dar nome de rua para outros filhos de coronéis. Alguns sinceros, outros nem tanto.
13 de maio libertou sim, o estado brasileiro de arcar com o déficit social causado pelo insano sistema escravista.

Donos de escravos falidos, temendo terem que arcar com o custo da mantença de suas propriedades (os negros), já libertavam espontaneamente seus escravos ou os vendiam para o ofício da mendicância. Mas isto também é outra história.

Pensando bem, existem mesmo duas histórias: Uma de quem nunca teve e agora quer ter. Outra de quem sempre teve e não quer perder.
É o típico caso de pretensão resistida, mas, para a informação de pensadores e geógrafos temerosos, saibam que a população brasileira é civilizada e sabe resolver seus conflitos com diálogos.

Não há porque se preocupar com uma explosão violenta em escolas, mesmo porque, até os nossos racistas sempre foram extremamente cordiais.

LIBERDADE

Ser livre é não ser escravo das culpas do passado nem das preocupações do

amanhã. Ser livre é ter tempo para as coisas que se ama. É abraçar, se entregar,

sonhar, recomeçar tudo de novo. É desenvolver a arte de pensar e proteger a

emoção. Mas a cima de tudo. Ser livre é ter um caso de amor com a própria

existência. E desvendar seus mistérios”, Augusto Cury.