• Guilhoché…

    ...sinto-me como um ornato composto de traços ondeados que se cruzam e entrelaçam com simetria; tentando me redescobrir e me reinventar sem perder a essência. Com essa probidade, quero, aqui, manter em mim esse vento de espírito jovem, essa curiosidade infantil em relação ás coisas, essa espécie de encantamento em relação ao ser humano. Quero crer que somos muito maiores e mais interessantes que as barreiras que o mundo impõe e que os limites que a vida oferece. Acredito na transformação dos sentimentos e no melhor de cada um. Quero que minha inspiração esteja sempre afiada; colocando em harmonia instinto, alma, criatividade, percepção e uma dose de crítica, que pra mim funciona como uma espécie de veneno destilado. De certa forma, viver, também é seguir essa premissa. O veneno que me refiro é aquele acompanhado de uma grande quantidade de conhecimento, que servirá para discernirmos opiniões. Enfim, se você quer se redescobrir e compartilhar instantes, detalhes e informações; venha fazer parte do meu mundo!
  • Categorias

  • Twitter Valéria

    • WWF- Brasil shar.es/15OaIJ 1 year ago
    • Mamãe coruja...to babando!! 6 years ago
    • Gente Boa; só passei pra contar que o bebê é MENINO!! hEHEHE!! Agora, faltam 3 meses e meio...hahaha 6 years ago
    • Estaremos no Politicom com o tema "Marketing político e redes sociais"...hehehe!! 7 years ago
    • "O carvalho não cresce à sombra do cipreste, e o cipreste não consegue crescer à sombra do carvalho"... 7 years ago
  • Face Valéria Amoris

PRATIQUE O DESAPEGO – PARTE II

Gente Boa;

Vocês me pediram uma missão quase impossível…rsrsrs. Como é difícil escrever sobre o desapego. Em todos os sentidos.

Falo por experiência própria. Vai fazer 4 anos que estou tentando de tudo pra encerrar um ciclo bem especifico da minha vida. É difícil e dolorido virar a página, dói na alma encerrar um capítulo…doe pra escrever, doe só de lembrar…

Por mais que queremos esquecer o passado, como é complicado. Afinal, o que somos hoje é muito do que vivemos anos atrás.

Nossas experiências, o modo de ver a vida, o fato de como encaramos uma determinada situação entre tantas outras coisas, derivam do que já vivemos, do que já passou.

Mas por que não conseguimos deixar totalmente no passado os momentos que se acabaram?!

Sábio, Fernando Pessoa, quando diz sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final…Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver”.

E como fazemos isto?! Minha vontade é de sair gritando aos quatro cantos do mundo: “EU NÃO CONSEGUI ESQUECER”. Não consegui por um ponto final; não consegui…

“Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará! Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante” (Fernando Pessoa).

Agora, uma coisa é fato: eu aprendi a viver sem ele. Já deu pra perceber que estou falando de relacionamento, ou seja, do meu ex marido. O qual, não tenho vergonha nenhuma em admitir que foi e será o grande amor da minha vida.

Eu tentei! Mudei três vezes de casa, morei em duas cidades diferentes, me casei novamente e já me separei – “lógico”. Me desfiz de roupas, limpei as gavetas, pintei as paredes do novo apartamento, joguei fora objetos….menos as fotos, estas ficam de presente pro meu filho. E também, foram 15 anos…Maravilhosos. Que não voltam jamais.

O relacionamento chegou ao fim e nós nunca mais voltaremos. Acreditamos nisto!

Mas não significa que o amor acabou. Como não vou amar a pessoa que me deu o Bem mais precioso da minha vida? Como não amar a pessoa que viveu comigo dos meus 16 anos aos 30? Anos de transformação, anos de aprendizagem, anos de amadurecimento, anos de profissionalização, anos de quebrar muito a cara; anos de aprender a levantar de todas as quedas, anos, após anos…acredito que foi a melhor pessoa que poderia ter vivido comigo! O que dividimos juntos foi único!! E continua…hoje compartilhamos um AMOR INCONDICIONAL….o Beni, nosso filho!!

minhaFoto10

 

Disso tudo o que eu aprendi:

maturidade

 

Fiz exatamente isto com o Nê, inverti a prioridade. Mesmo assim, precisa haver muita maturidade no ato, não sei se consigo ser tão madura ao ponto de dar literalmente um ponto final no sentimento. Sentimento, que merda!

E pra piorar quando penso nele lembro da música, da Banda Malta, Memórias…você conhece?!

Hoje eu vejo que não consigo entender 
O que houve entre nós 
Eu ainda consigo ouvir sua voz 
Me dizendo o que eu já sei 

Tudo tem um começo e um fim 
Eu vejo a dor em seu olhar 
E mesmo sem querer eu te deixo partir 
Pra que possa tentar ser feliz outra vez 
Recomeçar 

E quando eu me perco em suas memórias 
Vejo o espelho contando histórias 
Sei que é difícil de esquecer essa dor 
E quando penso no que vivemos 
Fecho os olhos, me perco no tempo 
Pra mim não acabou 

Tudo tem um começo e um fim 
Eu vejo a dor em seu olhar 
E mesmo sem querer eu te deixo partir 

E quando eu me perco em suas memórias 
Vejo o espelho contando histórias 
Sei que é difícil de esquecer essa dor 
E quando penso no que vivemos 
Fecho os olhos, me perco no tempo 
Pra mim 

Sei que você vai seguir, mas eu não vou desistir 
Eu espero que você se entregue nesse amor 
Sei que você vai seguir 
Mesmo com a dor vai lembrar de mim 

Hoje eu vejo que não consigo entender 
O que houve entre nós 

E quando eu me perco em suas memórias 
Vejo o espelho contando histórias 
Sei que é difícil de esquecer essa dor 
E quando penso no que vivemos 
Fecho os olhos, me perco no tempo 
Pra mim não acabou 

E quando eu me perco em suas memórias 
Vejo o espelho contando histórias 
Sei que é difícil de esquecer essa dor 
E quando penso no que vivemos 
Fecho os olhos, me perco no tempo 
Pra mim não acabou 

Pra mim não acabou

Mesmo assim recomeço todos os dias! Olho pro Beni e meu coração irradia Felicidade!! Revejo nos olhos dele “alguém que um dia eu quis só pra mim…”. Mas vejo, além disso…enxergo uma criança linda, abençoada, uma dádiva dos deuses!! Um ser tão inocente, e tão inteligente que me deixa em estado de plenitude. Olho pra ele e me sinto completa, amada, querida, me sinto Única!! Me sinto mãe!!

 

minhaFoto26

 

Quando eu fico me lembrando do passado é como um sonho que já acabou. Mas é bem como aquele dito popular “eu só dei valor depois que havia perdido”…então não devo ficar me remoendo pelo o que já chegou ao fim. Apenas tenho que guardar as boas recordações e continuar minha caminhada, uma outra jornada e quem sabe, talvez, mais uma outra cidade?! Por que não?! A vida não é um eterno recomeço?!

Recomecemos. Sempre!!

O desapego no dicionário consta assim:

de·sa·pe·go |ê|

substantivo masculino

  1. Facilidade em deixar aquilo a que se tinha apego.
  2. Indiferença, desinteresse.

Palavras relacionadas:

desapegadodesinteressedesapegardesapegamentodesprendimentodespegodesapropriação

.de·sa·pe·gar – Conjugar

verbo transitivo

  1. Despegar.
  2. Fazer perder a afeição a.

 verbo pronominal

  1. Perder a afeição a.
  2. Perder o interesse, o empenho por.
  3. Largar; soltar-se; desagarrar-se.

“desapego”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/DLPO/desapego [consultado em 19-03-2015].

Até o presente momento consegui alcançar apenas o 5º item: 5. Largar; soltar-se; desagarrar-se.

Não consegui perder a afeição e tampouco ser indiferente. Talvez não consiga nunca…mas pra mim, já é um grande passo. Pode ser pequeno pra você, ou pra qualquer outra pessoa…mas a vida tem esses percalços. E particularmente, eu “tento ser uma pessoa melhor, não perfeita, apenas melhor que ontem”, (não sei de quem é esta frase, mas é ótima e propicia para a ocasião).

Dito isto, confesso que este ano dei uma guinada em outra área da minha vida. Tentando ser profissionalmente, um terço do que eu era antes, iniciei meu doutorado. Agora que o Beni está melhor da asma, posso voltar a pensar em mim. Posso voltar com tudo pro mercado de trabalho e, apesar da crise pela qual o país enfrenta, continuo firme em meus objetivos e se Deus quiser muito em breve estarei lecionando novamente ou atuando em alguma área jornalística! O que realmente importa agora é não perder a FÉ! Contar com a sorte, com os amigos, família sempre, e seguir….

….eu sei que a estrada é longa; contudo tenho o Beni ao meu lado, ele me dá força, traz alegria aos dias nebulosos e me faz rir….como é bom rir; como é bom viver com uma criança, como é bom brincar todos os dias!!

CIMG2786

 

 

brincar

Desde que o Beni nasceu tive que abrir mão da minha carreira profissional pra cuidar da saúde dele. Confesso: valeu a pena e faria tudo de novo!

Perdi muitas propostas de trabalho, ofertas irrecusáveis…mas era a vida do meu filho que estava em jogo. E com saúde não se brinca. Não desejo a ninguém ter em seus braços seu filho praticamente parando de respirar devido a uma crise asmática. É horrível.

Mas passou, como tudo passa. E o que me resta agora?!

RECOMEÇAR!!

O sentimento pelo Nê ganhou uma caixinha fechada a sete chaves em meu coração e, essa caixinha com nossa história ficará pra sempre guardada. Assim eu consigo seguir…

…quanto ao resto Deus providenciará!! Estou fazendo minha parte e como Ele nunca me abandonou, não será agora que me deixará na mão. Mesmo com o país em crise. Não existe crise pra Deus!

Por isso, Gente Boa, a dor de certa forma é necessária. As batalhas são importantes. Não interessa quem ganhou ou perdeu. O que importa é o que aprendemos nesta guerra e como saímos dela. Com certeza nosso coração, ou porque não dizer nossa alma, sai ferida, machucada, com cicatrizes profundas que só o tempo; o velho e bom tempo vai nos fortalecendo novamente para sermos felizes!

beni e eu

Enfim, depois de tudo que compartilhei aqui com você não creio que sou a pessoa mais indicada pra falar ou dizer como praticar o desapego. Por outro lado, estou aqui tentando.

Talvez, loucura seria dizer que eu consegui. Pra aqueles que me conhecem sabem que quando eu amo, sou fiel….amo de verdade. Amo as pessoas pelo que elas são. E depois, por mais que eu queira acreditar que o coração está na cabeça….poxa, estou neste mundo pra aprender, pra evoluir…e, ainda, sou muito imperfeita. Tenho tanto que crescer espiritualmente…

Conclusão:

aprendi

 

E você? Conseguiu desapegar? Ou, o que aprendeu com sua perca?

Beijos e até o próximo post.

 

Anúncios

Preparação e Reciclagem de Professores Universitários

Neste mês fiz um curso de “Preparação e Reciclagem de Professores Universitários”, promovido pelo Intercom e ministrado pela professora e Dra. Liana Gottlieb.

Amei, mesmo indo, todos os dias, barriguda e pesadona a av. Paulista pra aulas…rsrs!! Até recebemos a visita do prof. Marques de Melo. Enfim, indico e digo mais foi “um verdadeiro intercâmbio cultural e didático, com excelente filosofia e política de educação”.

divulgação intercom

Segue um trecho do artigo escrito pelo jornalista Juliano Mendonça Domingues da Silva sobre o acontecimento:

Curso para professores universitários tem 94% de aprovação

Dizem que não há distância para quem quer aprender. A última edição do Curso de Preparação e Reciclagem de Professores Universitários, promovido pela Intercom, em parceria com a Cásper Líbero, em São Paulo (SP), foi uma prova disso. De Macapá (AP) a Passo Fundo (RS); de Barra do Garça (MT) a Recife (PE), todas as regiões do País estiveram representadas por professores, pesquisadores e profissionais da comunicação. Entre 10 e 21 de janeiro de 2011, os 16 inscritos trocaram experiências sobre as abordagens em educação no Brasil, exercitaram métodos e técnicas de ensino-aprendizagem e discutiram sobre filosofia do ensino e da educação.

Leia o texto na íntegra no portal do Intercom.