• Guilhoché…

    ...sinto-me como um ornato composto de traços ondeados que se cruzam e entrelaçam com simetria; tentando me redescobrir e me reinventar sem perder a essência. Com essa probidade, quero, aqui, manter em mim esse vento de espírito jovem, essa curiosidade infantil em relação ás coisas, essa espécie de encantamento em relação ao ser humano. Quero crer que somos muito maiores e mais interessantes que as barreiras que o mundo impõe e que os limites que a vida oferece. Acredito na transformação dos sentimentos e no melhor de cada um. Quero que minha inspiração esteja sempre afiada; colocando em harmonia instinto, alma, criatividade, percepção e uma dose de crítica, que pra mim funciona como uma espécie de veneno destilado. De certa forma, viver, também é seguir essa premissa. O veneno que me refiro é aquele acompanhado de uma grande quantidade de conhecimento, que servirá para discernirmos opiniões. Enfim, se você quer se redescobrir e compartilhar instantes, detalhes e informações; venha fazer parte do meu mundo!
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DEFINIÇÃO DE FILHO POR JOSÉ SARAMAGO:

“Filho é um ser que nos emprestaram para um curso

intensivo de como amar alguém além de nós mesmos,

de como mudar nossos piores defeitos para darmos

os melhores exemplos e de aprendermos a ter

coragem. Isto mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de

coragem que alguém pode ter, porque é se expor a

todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar

agindo corretamente e do medo de perder algo tão

amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se?

Foi apenas um empréstimo”.

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SAUDADE…

“Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche”.

Martha Medeiros

FALANDO DE SENTIMENTO

Há alguns dias estava teclando com uma amiga muito querida, a Bibi, que sempre me presenteia com palavras que tocam meu coração e acalentam minha alma de uma maneira tão sublime que decidi compartilhar nossa conversa com vocês, após ter acabado de receber um torpedo de outra amiga que anda com seu coraçãozinho em pedaços.

Estava contando a ela como me sentia radiante quanto à maternidade e disse que além desse presente majestoso que ganhei de Deus, meu filho João, ocorreram outros fatos na minha vida que me destruíram por dentro…que as vezes me sentia como se estivesse chego ao fundo do poço. Tinha a sensação de ter perdido as rédeas da minha vida. E me perguntava por que agora que tenho uma dádiva nos braços não me sentia totalmente feliz? Por que o ocorrido triste martela dia e noite na minha cabeça enquanto eu queria viver tranqüila esse momento, único, de ser mãe?

 Carinhosamente Bibi me escreveu:

Val, ser mãe é um dos mistérios do universo. É algo que vem trazer sentido e bagunça na nossa vida. Um ser frágil, que cresce na nossa barriga e nasce tão cheio de personalidade própria. Um ser que de tão frágil, nos exaure, mas que com apenas um sorriso enche a sua vida de significado. Há realmente muitas coisas com as quais a gente não sonha ou planeja, mas elas acontecem na nossa vida. Nem tudo tem que fazer sentido, mas tudo tem o seu fim (finalidade). E toda a ação nos transforma. Toda a escolha nos brinda com um elenco de conseqüências que nos torna mais fortes e mais corajosas.

Não acho que você tenha perdido as rédeas da sua vida não, Val! Agora vc está lidando com as conseqüências de uma escolha. Amar e cuidar do seu filho é parte das rédeas da sua vida e nisso você tem que colocar o melhor de si, buscar no seu interior sentimentos positivos. Não queira fazer tudo agora. Resolver tudo em apenas um momento. Você tem que elencar as suas prioridades e ir executando apenas aquilo que é possível, sem se cobrar por aquilo que você humanamente não pode dar conta. Antes de amar ao seu filho, você tem que amar a você. Antes de querer dar conta das rédeas da sua vida, você tem que parar, respirar e analisar qual é a sua vida agora. Porque certamente ela deve ter mudado MUITO. E se é uma nova vida que se apresenta, aproveite para mudar aquilo que não mais te acrescentava antes. Faça a podagem como uma boa jardineira.

Não tenha medo de pedir socorro. Ser mãe não é fácil. Todas passam por momentos de muita tristeza e fragilidade após a gravidez. Não deixe que as pessoas te digam que vc não tem motivos para estar triste, porque tem um filho lindo e saudável. Você tem motivos para ser feliz com ele e para ele, mas também tem todo o direito de estar frágil, carente e insegura em relação ao futuro. A gente realmente pensa que se firmar o passo, poderemos de certa forma prever o que será o nosso futuro. Não podemos. A única solução é ter o coração aberto, a mente alerta e aquela vontade de ser feliz apesar de qualquer circunstância. Não coloque a sua felicidade nas mãos de outra pessoa. Traga ela para o centro da sua vida e viva! Homem nenhum pode tirar a sua paz ou te levar para o poço. Você está no poço, porque escolheu ir para lá, deixou que te minassem.

Mas escuta: o poço é só um lugar. Aproveite o silêncio do poço para não ouvir mais ninguém, senão a si mesma. Aproveite a solidão desse lugar que vc se meteu para falar com Deus, que te ouve sem condições e está pronto para te carregar no colo e te dar amor. O poço é um lugar protegido do caos do mundo veloz e cheio de barulhos que nos confundem. O poço é quase um útero materno, mas com falta de calor, porque este tem que nascer dentro de você, é a força para escalar essa montanha de pedra. E vamos ter que escalar muitas. Assim como você se deixou levar para o poço, deixe-se levar para o jardim que te espera lá em cima. Isso, olhe para cima: você verá o céu com as estrelas, você verá o sol com o seu calor. Busque o calor.

Não é mole não, eu sei! Eu já acreditei em bicho papão e ele me dava muito medo. Hoje bicho papão é um homem gostoso e tarado que me espera em qualquer esquina dessa vida. Antes eu fugia dele e agora parece que é ele que foge de mim, ou anda por outros caminhos. Hahaha! É isso, ver nas dificuldades uma maneira de sorrir. Rir de si mesma. Encontrar a piada nas pedras e não se levar tão a sério, quanto às pessoas que nos cercam tentam com seus rótulos e conselhos sem sentidos. Não posso te dizer: faça exatamente isso. Mas posso te dizer: vá em frente, tenha força e fé, porque a resposta vem com o tempo, basta você estar organizada com sua vida para quando a solução – feita por você através da sua decisão – aparecer, você estar apta para lidar com as suas consequências. Tudo em novidade de vida. A vida é nova sempre que nos brindam ou nos permitimos a mudanças!

Vai dar certo!
Tô aqui para você!
Um beijo.

Após ler esse conselho que soa como se fosse uma poesia fiquei em silêncio…

…olhei pro João que estava num soninho tranqüilo ao meu lado e simplesmente sorri.

Agradeci novamente a Deus por ter posto ele em minha vida e aqueles que amo e que não me deixam só nem por um instante. Vagamente comecei a pensar nos últimos momentos que João e eu tivemos com minha família (que agora é dele também) e com meus amigos, aqueles que escolhi como se fossem entes familiares e lembrei de todos os gestos carinhos, do amor incondicional e da felicidade que paira no ar quando estão com o João nos braços.

Me senti um pouco mais segura. Talvez o medo começou a diminuir. Não tenho idéia do amanhã, quanto mais do futuro que nos espera. Mas tenho a certeza que se outra vez minhas mãos começarem a fraquejar enquanto seguro as rédeas da minha vida SEMPRE terei aqueles que vão sobrepor às mãos por cima das minhas pra me ajudar a segurar com mais firmeza.

A Bibi tem razão quando diz que “tenho todos os motivos para ser feliz com ele e para ele”. Antes de teclar com ela estava sentindo que meu apartamento parecia estar vazio, abandonado, frio, grande, sem vida…

….após o silêncio e alguns dias de reflexão, aos poucos meu apartamento voltou a tornar-se cheio de vida com os gritinhos do João que a cada dia passa mais tempo acordado e descobrindo os objetos ao seu redor. Devagarzinho nosso lar está ficando mais aquecido porque com muito esforço estou afastando os pensamentos que, ainda, me entristecem. Aos poucos o João e eu vamos ficando bem em nossa própria casa; afinal todo recomeço tem um processo de adaptação. Lentamente estamos achando conforto em nossas vidas; sem pressa estamos descobrindo um novo mundo. Um mundo a dois, op´s a três com a nossa gatinha Sophia.

Melhor que seja assim, aos poucos, devagar, lentamente…nos conhecendo e nos descobrindo. Hoje além da lata de leite e do lencinho umedecido compramos flores pra alegrar ainda mais nosso lar; nosso doce lar.

Encerro esse post que tem cara e jeito de desabafo com os risinhos do João que acabou de dar uma bela gorfada em mim…rsrs!!

Que assim seja!!

VERSÃO MAMÃE!!

João Otacílio Beni

Oi Gente Boa!!

Em 1º lugar peço desculpas pelo sumiço e aproveito pra avisá-los que não abandonei o blog; apenas tornei-me mãe. Dito isso, confesso que minha rotina mudou da água pro vinho; não consegui blogar antes contando que o bebê havia nascido porque o danadinho foi apressado e chegou com 8 meses.

Há tanto a se fazer e tão pouco tempo quando se tem nos braços um menininho de 2 meses…rsrs!! Porém, não troco esse momento por nada nesse mundo.

Já segura a mamadeirinha!!

Aproveitei a mamada da madrugada e aos gritinhos de quem quer brincar, menos dormir pra vir apresentá-lo.

Ele nasceu no dia 22 de maio e se chama João Otacílio Beni + meu sobrenome e do pai….eu sei 5 nomes é muita coisa pra um ser tão pequenininho…rsrs!!

De fato, não existe nada melhor no mundo do que a maternidade; mesmo que inesperada como foi no meu caso. Contudo, ter um filho é uma benção!!

Entretanto, ouvindo o barulhinho do Beni sugando o restinho do leite da mamadeira creio que já é um aviso que tenho que encurtar a história que o momento colinho pra tentar fazê-lo dormir vai recomeçar.

Finalizando, só posso dizer que ser mãe é maravilhoso, é uma experiência única; inexplicável; ou como todas as outras mães dizem: é a melhor coisa do mundo!!

O amor que nasce junto a esse pequenino ser que depende de você pra tudo é tão sublime, tão puro e verdadeiro que chega doer. Isso mesmo é um amor que dói.

Espero que esse garotinho passe a acordar menos a noite pra que eu possa voltar a blogar com calma sobre diversos assuntos; afinal ando em divida com vocês.

Por hora, sintam-se abraçados. Num próximo momento retorno com novidades. Espero que tenham gostado do rostinho do homenzinho que se tornou o ser mais importante da minha vida!!

PAUSA

Gente boa; sei que estou mais que ausente, porém garanto que é por uma excelente causa. Em breve retorno para contar os detalhes da melhor e mais encantadora fase da minha vida: a MATERNIDADE.

Ser mãe é mágico é inexplicavel…é divino!!

Saudades!!

Beijos a todos.

DEPRÊ BREGA…

Meus Amores, me perdoem…mas ultimamente estou passando por um momento deprê.

Não é por nada; mas sou normal, né gente!! Um ser cheia de imperfeições que não tem medo de se expor; e de dizer que tá sofrendo; tá muito mal; triste; e chorando pra caramba…como qualquer mortal.

Aqueles que sempre me acharam uma “muralha”, como se nada me atingisse…viu, erraram. Sofro como todo mundo. Não sou tão forte como pensam. Eu choro e, como choro……..sinto-me até desidratada de tanta lágrima que derramei de segunda-feira até hoje…rsrs!!

Declarado isso; entenderei se não visitarem meu Blog até esse momento passar…rsrs!! Afinal, é horrível visitar páginas onde a dor tá explicita. A dor tá escancarada…isso faz com que os leitores fiquem um tanto mal com eles mesmos…

Lamento, mas essa é minha vida e, NECESSITO por tudo pra fora, até cansar, até não agüentar mais e ter uma boa noite de sono…aí, aí, que saudades da época que eu dormia…Contudo, seguirei algumas dicas daquele livro “Comer, Rezar, Amar” – infelizmente, não posso viajar por um ano pra me encontrar; mas me encontrarei por aqui mesmo.

Pra começar farei uma lista. Criarei metas; estipularei regras – justo eu que não sou nada regrada falando em “organização”…nossa até pra mim essa palavra assusta; soa estranha…mas não posso chorar todos os dias. Então a deprê terá data pra acabar. Não decidi isso ainda; afinal tá tudo muito recente…mas logo a data será definida, prometo a vocês e principalmente a mim mesma. Caso contrário, ficarei louca; ou um pouco mais do que já sou…

Enfim, deletarei esse “diabinho” teimoso que me atormenta e como num passe de mágica essa confusão de pensamentos e sentimentos irão sumir. Assim desejo e espero!!

Bom, como a Garotinha Ruiva me escreveu: “se sentir vontade de chorar, chore. Chore até que possa esvaziar, como secar…Depois virá o cansaço, e assim, dormirá com a certeza de que um novo dia pela frente te espera e que depende apenas de você”…(trecho tirado do livro citado a cima).

Gente boa, é isso que estou fazendo…e só pra terem uma pequena idéia de quanto ando quietinha e escondida dentro da minha semiosfera; ouçam a música que me toca por dentro. Eu sei, é de matar a audição também; porém, quem nunca viveu um momento brega como esse que atire a 1ª pedra, hen??!!…rsrs!!

Contudo, nada como o velho e bom TEMPO. Só peço a Deus que esses instantes de lamuria voem e que a dor e as lembranças tristes do passado sumam no espaço, ou melhor, que eu consiga transformar as lembranças tristes em algo bom, algo que não dói.

Após esse relato, posso parafrasear a fala do ator Fábio Assunção na campanha da Nextel. Só mudo o nome dele pelo meu, aff…

“Eu vivo muitas vidas, mas a Valéria eu não posso interpretar. Esse personagem é o que eu escolhi. Mas sei que minhas escolhas é quem definem quem eu sou. Lutei; desisti; abandonei; duvidei; esqueci e me encontrei…não foi atuando que descobri meus medos e minhas virtudes, foi por ter liberdade nas minhas escolhas. Ainda vou viver muitas vidas nessa vida, mas felicidade é ser eu mesma”…

Amores; nesse caso o “atuando” cabe a todos nós; afinal somos atores nesse palco que se chama mundo. Em cada lugar (serviço; faculdade/escola; casa; com a família; com amigos; viagem); em diferentes situações, muitas vezes de forma implicita somos todos atores, pois interpretamos. Só mostramos realmente quem somos com aqueles mais intimos e, nem sempre agrada…mas somos o que somos e devemos ser sempre felizes por isso.

Quanto ao me “encontrei”, isso já é outro assunto. Pensei que havia me encontrado a anos. Porém, estava enganada. Hoje estou tentando me reencontrar; eliminar minhas dúvidas, angústias e medos até então inexistentes…todavia meus caros, a essência é a mesma. Essa, não muda. E agrade quem agradar EU SOU ASSIM. Sorry.

Como me disseram, por sinal boa definição: franca, intensa, verdadeira, especial e iluminada.

Quanto ao especial e iluminada – essas características foram dadas por aqueles que me amam incondicionamente…não sou tudo isso…rsrs!!

Mas voltando ao foco inicial; quando estiverem vivendo o momento da travessia…assim como eu; levem na bagagem, na mente e no coração uma belíssima frase de Fernando Pessoa: “Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos”.

Em breve escrevo outro post. Vamos torcer pra não ser tão melancólico…rsrs!!

FALTA-ME O AR QUE ME É TÃO CARO…

Sei que estou em falta com vocês. Há tempos que não deixo um post meu com uma história divertida ou triste, mas minha. De coração, ultimamente, anda acontecendo tantas coisas que chego a ficar atordoada com as situações. Não sei nem por onde começar. Por isso, prefiro não iniciar post algum em que mais tarde eu possa vir me arrepender. Só posso dizer que os “ciclos da vida” são complexos; difíceis; e por vezes doloridos, nem tudo é um mar de rosas – seria tão bom se fosse! Nos últimos dois meses me falta coragem pra decidir o caminho que devo seguir.

Medo e incertezas me atormentam e juro, não sei viver assim. A ansiedade me consome. Perco o sono e não ando vivendo…apenas existindo. Olho no espelho e não me vejo. Me procuro e não me acho. Pela 1ª vez na vida estou sendo incapaz de tomar uma decisão. Dói e como dói.

A culpa é de quem??! Minha; só minha. Porque estou sendo tola, estou permitindo “viver” assim na incerteza. Estou paralisada diante dos acontecimentos e não consigo dar o próximo passo. Por outro lado, descobri que tenho “um pouco de paciência”; algo que então nem sabia que existia.

Como em tudo; há uma única certeza. Vou aprender algo bom com essa dor, com essa situação tão conflitante. E acima de tudo vou sobreviver. Independente do que vir acontecer vou sobreviver…por mais ferida, magoada e chocada que eu esteja não permitirei ser fraca. Fracassada jamais. Na hora certa ressurgirei das cinzas, como a Fênix. Sempre foi assim, não sei por que cheguei a pensar que dessa vez seria diferente?!

Hoje, só posso dizer como me sinto: “falta-me o ar que me é tão caro”.

Porém, não fiquem preocupados. São coisas da vida. Num momento melhor retomo as rédeas e escrevo com alegria, mesmo o que por hora é triste. Afinal, tudo é uma questão de ótica. Existem diversas, basta eu encontrar a certa.

Volto em breve com meus relatos.
Apenas me desejem sorte.

Beijos gigantes a todos!!